O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu com críticas públicas ao desfile militar realizado em Pequim nesta sexta-feira (5), organizado pelo presidente chinês, Xi Jinping. O evento contou com a presença de líderes de países estratégicos, incluindo o presidente russo Vladimir Putin, o líder norte-coreano Kim Jong Un e o primeiro-ministro indiano Narendra Modi, em uma demonstração de força que evidencia o crescente eixo de poderes autoritários no cenário global.
Em postagem na rede social Truth Social, Trump afirmou: “Parece que perdemos a Índia e a Rússia para a China, a mais profunda e sombria. Que tenham um futuro longo e próspero juntos!”, acompanhada de uma imagem dos líderes caminhando lado a lado.
Especialistas internacionais ressaltam que, embora a Índia continue sendo um parceiro estratégico dos EUA, Nova Déli tem mantido uma postura neutra frente ao conflito na Ucrânia e segue comprando petróleo russo com descontos, o que evidencia um pragmatismo econômico que desafia a política externa americana.
Os comentários de Trump surgem um dia após ele afirmar, em reunião com líderes globais, que a Europa deveria interromper a compra de petróleo russo e pressionar economicamente a China para tentar encerrar a guerra na Ucrânia. Críticos apontam que tais declarações refletem uma tentativa de transferir a responsabilidade de ação aos aliados dos EUA, enquanto Washington se posiciona de maneira mais passiva diante do conflito.
Na noite de terça-feira (2), Trump também usou as redes sociais para enviar uma mensagem irônica a Xi Jinping: “Por favor, transmitam meus mais calorosos cumprimentos a Vladimir Putin e Kim Jong-un, enquanto vocês conspiram contra os Estados Unidos da América”, em referência à reunião de líderes durante o desfile militar.
O episódio reforça a percepção de uma crescente competição global, em que alianças estratégicas e interesses econômicos estão sendo reposicionados, desafiando a liderança tradicional dos Estados Unidos no cenário internacional.
