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Transporte universitário indígena avança após atuação de Franklin e agora enfrenta novo desafio, a superlotação

por administrador
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A luta pelo transporte universitário digno para estudantes indígenas em Dourados teve avanços importantes nos últimos meses, mas ainda enfrenta desafios. Após denúncias, articulações institucionais e mudanças no trajeto dos ônibus, um novo problema passou a ser relatado pelos estudantes: a superlotação.
 
A pauta vem sendo acompanhada pelo vereador Franklin Schmalz (PT), que tem atuado junto às instituições e cobrado soluções para garantir o acesso e a permanência dos estudantes indígenas na universidade. A mobilização começou após o mandato receber denúncias de estudantes indígenas que enfrentavam dificuldades extremas para chegar até os pontos de ônibus e para voltar para casa após as aulas.
 
Sem que os ônibus entrassem na Reserva, os acadêmicos eram deixados em rotatórias e margens de rodovias, tendo que percorrer até 5 quilômetros a pé, muitas vezes à noite, em locais escuros e inseguros. Relatos incluíam medo constante, risco de assaltos e situações de vulnerabilidade, especialmente entre mulheres.
 
Atuação junto ao MPF
 
Diante da gravidade da situação, o mandato levou a denúncia ao Ministério Público Federal (MPF), após visitas à aldeia e acompanhamento direto da realidade enfrentada pelos estudantes. A atuação resultou na instauração de procedimento e na emissão de recomendação à Prefeitura de Dourados, reconhecendo que o modelo de transporte adotado até então violava o direito de acesso à educação.
 
Entre os encaminhamentos, foi recomendada a entrada dos ônibus na Reserva Indígena e a adequação do serviço à demanda dos estudantes.
 
Mudança na rota trouxe avanço, mas revelou nova demanda
 
Com a recomendação acatada, os ônibus passaram a entrar na aldeia, garantindo mais segurança e dignidade para os estudantes no retorno para casa. No entanto, a mudança também evidenciou um novo problema: a atual estrutura do transporte não tem sido suficiente para atender todos os usuários. Estudantes relatam superlotação nos veículos, desconforto e dificuldades para embarcar, especialmente nos horários de pico.
 
Diante disso, Franklin protocolou nova indicação solicitando a ampliação da frota ou a disponibilização de ônibus com maior capacidade, buscando garantir que o serviço atenda adequadamente todos os estudantes.
 
O vereador afirma que seguirá acompanhando a situação e cobrando providências para que o transporte universitário indígena funcione de forma adequada, com segurança e respeito aos estudantes.

Com informações: Assessorias

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