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Tecnologia reúne dados georreferenciados para controlar espécies invasoras no Estado

por Alexandro Zinho
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Ferramenta desenvolvida pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems e apoio da Semadesc integra registros de javalis, javaporcos, catetos e queixadas para orientar ações sanitárias, ambientais e agrícolas

Mato Grosso do Sul passa a contar com uma ferramenta inédita para acompanhar a presença de javalis e outros suiformes em seu território. O Painel de Monitoramento de Suiformes reúne registros georreferenciados de javalis, javaporcos, porcos-do-mato, catetos e queixadas, transformando informações coletadas em campo em inteligência territorial para apoiar ações de controle, defesa sanitária e preservação ambiental.

Desenvolvida pela Aprosoja/MS com recursos do Fundo para o Desenvolvimento das Culturas de Milho e Soja de Mato Grosso do Sul (Fundems), em parceria com a Semadesc, a plataforma utiliza geotecnologia para consolidar dados estratégicos em um ambiente digital de fácil acesso.

O sistema permite que produtores rurais, pesquisadores, entidades do setor e órgãos públicos acompanhem em tempo real a localização dos registros, a frequência das ocorrências e a concentração dos animais em diferentes regiões do Estado. As informações também auxiliam na identificação de áreas críticas e no monitoramento da expansão populacional dessas espécies.

De acordo com o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, a ferramenta representa um importante avanço para a defesa agropecuária estadual.

“Transformamos informações coletadas diretamente no campo em uma base estratégica de inteligência territorial. Isso permite identificar áreas de risco, acompanhar a evolução das ocorrências e oferecer subsídios técnicos para ações mais eficientes de monitoramento, controle e prevenção de impactos sanitários e econômicos”, destaca.

Além da proteção da produção agropecuária, o painel também contribuirá para a avaliação dos impactos ambientais provocados pelos javalis. Considerados espécies exóticas invasoras, esses animais causam degradação do solo, favorecem processos erosivos, competem com espécies nativas e afetam diretamente ecossistemas do Cerrado e do Pantanal.

Segundo a analista de Geoprocessamento da Aprosoja/MS, Staël Caroline, o banco de dados será alimentado por produtores rurais, engenheiros agrônomos, médicos-veterinários, técnicos de campo, gestores de propriedades e controladores autorizados.

Cada registro poderá conter fotografias georreferenciadas, vídeos e outras evidências dos danos observados, ampliando a qualidade das informações utilizadas nas análises.

Todos os dados passarão por um processo de auditoria técnica conduzido pela equipe da Aprosoja/MS. A validação inclui a conferência da localização geográfica, da autenticidade das evidências e da correta identificação das espécies registradas.

“A qualidade dos dados é fundamental para que o painel cumpra seu papel. Por isso, adotaremos critérios rigorosos de validação para garantir informações seguras e confiáveis para produtores, entidades do setor e órgãos de defesa sanitária”, ressalta Gabriel Balta.

Com acesso público e gratuito, a plataforma cria uma base inédita de informações sobre a presença de suiformes em Mato Grosso do Sul, fortalecendo o planejamento de ações preventivas e a tomada de decisões estratégicas.

Acesse o painel clicando aqui.

Com informações: Comunicação Aprosoja/MS

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