Pedagoga, mãe solo de três filhos e professora das redes municipal e particular, Jennifer Reis contou que sua própria trajetória fez com que prestasse atenção às propostas apresentadas por Carlos Bernardo
Ser a primeira pessoa de uma família a entrar em uma faculdade muda mais do que um currículo: muda uma trajetória de vida. Para Jennifer Reis, o curso superior significou abrir um caminho que até então não fazia parte da história de sua casa. Pedagoga e professora das redes municipal e particular de ensino, Jennifer é mãe solo de três filhos. Entre trabalho, filhos e as responsabilidades de manter uma família, construiu uma vida marcada pelo esforço para ampliar as próprias possibilidades — e, principalmente, as oportunidades das crianças que dependem dela.
Foi justamente essa experiência pessoal que chamou sua atenção durante uma reunião política realizada nesta quinta-feira (24), em Campo Grande, na qual Carlos Bernardo apresentou parte das propostas que pretende defender.
Ao ouvir o candidato falar sobre pobreza, renda, educação, emprego e a dificuldade enfrentada por uma família que precisa sobreviver com salários baixos, Jennifer reconheceu situações próximas daquelas que conhece na própria vida.
“Quando eu o ouvi contando a história dele, eu me identifiquei. Ele tem uma história muito parecida com a minha e como a de muitas outras pessoas que vieram da pobreza”, contou.
Mais do que uma identificação política, segundo ela, foi a semelhança entre as trajetórias de origem simples que despertou sua curiosidade para ouvir o que Carlos Bernardo tinha a dizer.
Jennifer veio de uma família na qual ninguém antes dela havia concluído o ensino superior. A graduação em Pedagogia representou uma mudança de perspectiva não apenas profissional, mas também familiar.
Durante a reunião, Carlos Bernardo abordou o impacto que a educação pode ter sobre a renda das famílias. Ao falar sobre quem recebe aproximadamente dois salários mínimos, citou despesas como aluguel e alimentação para mostrar quanto do orçamento mensal já está comprometido antes mesmo de outras necessidades.
“Você paga cerca de R$ 1 mil de aluguel, paga mais R$ 1 mil para fazer uma compra básica. O que sobra?”, questionou durante o encontro.
Bernardo também contou que foi a educação que mudou sua trajetória e afirmou acreditar que educação, qualificação profissional e geração de empregos precisam caminhar juntas.
“Precisamos formar o nosso povo, a nossa juventude, para que eles possam ocupar os melhores postos de trabalho na nossa própria região”, afirmou Carlos.
Para Jennifer, a discussão sobre educação não é teórica. Está presente na própria história. Ser a primeira pessoa da família a concluir uma faculdade abriu novas possibilidades profissionais, mudou sua perspectiva de futuro e criou uma referência diferente dentro de casa.
Hoje, seus três filhos crescem vendo na mãe algo que, para Jennifer, não existia em sua própria geração: alguém da família que chegou ao ensino superior.
E é justamente aí que ela enxerga o poder das propostas de Carlos Bernardo para a educação: não é apenas mudar a vida de uma pessoa, mas ampliar as possibilidades de toda uma região.
