Home Agronegócio Preço do boi gordo recua em setembro, mas exportações sustentam otimismo para o fim do ano

Preço do boi gordo recua em setembro, mas exportações sustentam otimismo para o fim do ano

por Alexandro Zinho
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Mercado interno pressionado pela oferta e consumo retraído, enquanto embarques de carne bovina seguem aquecidos no mercado internacional

O mercado brasileiro de boi gordo encerrou setembro em queda, pressionado pela maior oferta de animais de parceria e pelo alongamento das escalas de abate nos frigoríficos. De acordo com levantamento da Safras & Mercado, as indústrias operam com programações entre 8 e 9 dias úteis, garantindo maior previsibilidade no ritmo de abates.

Segundo o analista Fernando Iglesias, a pressão baixista deve perder força nos próximos meses. “O último bimestre tende a trazer recuperação moderada para a arroba, sustentada pelo aumento sazonal da demanda”, projeta.

Cotações regionais da arroba (30/09)

  • São Paulo (Capital): R$ 300,00 (-4,76% frente a agosto)
  • Goiás (Goiânia): R$ 290,00 (-6,45%)
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 290,00 (-4,92%)
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320,00 (+1,59%)
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 295,00 (-6,35%)
  • Rondônia (Vilhena): R$ 273,00 (-4,21%)

Entre as principais praças, apenas Dourados (MS) registrou alta no período, destoando da tendência de retração nacional.

Consumo interno em baixa

No atacado, setembro foi marcado por vendas lentas e forte concorrência da carne de frango, pressionando a saída da proteína bovina.

  • Quarto traseiro: R$ 23,00/kg (+0,44%)
  • Quarto dianteiro: R$ 17,00/kg (-6,85%)

Exportações em ritmo acelerado

Em contrapartida, as exportações de carne bovina seguem como ponto de sustentação para o setor. Segundo dados da Secex, o Brasil embarcou em setembro 294,7 mil toneladas de carne bovina (fresca, congelada ou refrigerada), com receita de US$ 1,654 bilhão.

O resultado representou médias diárias de:

  • US$ 82,7 milhões (+52,9% vs. 2024)
  • 14,7 mil toneladas (+23,6%)
  • Preço médio: US$ 5.613,20/tonelada (+24,4%)

O bom desempenho externo, especialmente para mercados da Ásia, mantém a expectativa de que a pecuária brasileira feche 2025 em terreno positivo, mesmo diante da pressão interna no curto prazo.

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