Valor médio pago pelas distribuidoras chegou a R$ 5.552,71 por metro cúbico; aumento dos custos de produção limitou a melhora da rentabilidade do setor
O preço do biodiesel avançou 1,1% entre 14 e 20 de setembro, na 38ª semana de 2026, e completou nove semanas consecutivas de valorização. Apesar da alta, os fabricantes continuaram com as margens pressionadas, já que o aumento dos custos de produção absorveu quase todo o ganho obtido nas vendas.
Segundo o levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as distribuidoras pagaram, em média, R$ 5.552,71 por metro cúbico de biodiesel no período. O valor ficou 1,1% acima do registrado na semana anterior.
Biodiesel acumula valorização de 9,2%
Com o novo avanço, o preço do biodiesel acumula alta de 9,2% desde a última queda, registrada na passagem da 28ª para a 29ª semana de 2026.
A sequência de nove altas semanais indica uma recuperação dos valores pagos pelas distribuidoras. Entretanto, a evolução das cotações não se traduziu em uma melhora proporcional das margens dos fabricantes.
Custos de produção limitam ganho do setor
Na comparação com o Indexador BiodieselBR, a margem do setor passou de 4,9% na semana anterior para 5,1% na 38ª semana, uma melhora de apenas 0,2 ponto percentual.
O resultado mostra que os custos de produção acompanharam boa parte da valorização do combustível. Assim, mesmo com preços mais altos nas negociações, a diferença em relação ao indexador apresentou apenas um pequeno avanço no período.
Fonte: Portal do Agronegócio
