Home Agronegócio Pesquisa inovadora fornece uma visão abrangente da situação socioeconômica da agricultura familiar em Mato Grosso do Sul

Pesquisa inovadora fornece uma visão abrangente da situação socioeconômica da agricultura familiar em Mato Grosso do Sul

by Alexandro Zinho
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Quem são os agricultores familiares do estado? O que produzem e como se sustentam? Para responder a essas e outras questões sobre esse setor, que conta com mais de 41 mil propriedades, a Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), através da Seaf (Secretaria-Executiva de Agricultura Familiar), divulga o Estudo Socioeconômico da Agricultura Familiar de Mato Grosso do Sul.

O relatório foi apresentado durante a reunião regular do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável de Agricultura Familiar (Cedraf/MS), realizada no auditório da Agraer/Semadesc. Estiveram presentes o secretário da Semadesc, Jaime Verruck, o deputado estadual Zeca do PT, o secretário-executivo da Seaf, Humberto de Mello, o secretário-adjunto Betão, além do diretor-presidente da Agraer, Washington Willeman.

O novo levantamento apresenta uma visão abrangente da situação do setor, identificando desafios estruturais e oportunidades para o fortalecimento da produção familiar. A publicação, elaborada pela SEAF e Agraer em colaboração com o Sebrae/MS, analisa informações sobre produção, rentabilidade, infraestrutura e políticas públicas direcionadas ao segmento.

Segundo Jaime Verruck, secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, o estudo foi apresentado hoje ao Conselho e já está acessível no site da Semadesc para as comunidades que fazem parte do setor.

“Este é um estudo crucial que iniciamos no ano passado para entender a agricultura familiar. Temos mais de 41 mil propriedades dedicadas à agricultura familiar entre as 71 mil existentes no Estado de Mato Grosso do Sul. Isso demonstra a magnitude e a grande responsabilidade que temos na formulação de políticas públicas voltadas a essa agricultura”, enfatizou Verruck.

Ele destacou que o estudo determina o tamanho dessas propriedades. “A pesquisa revelou que 85% delas possuem menos de 50 hectares. Portanto, estamos realmente tratando de pequenas propriedades que buscam seu desenvolvimento por meio da produção de alimentos e da inserção nas cadeias produtivas.” A partir desse diagnóstico, o Governo do Estado de Mato do Sul define os seus indicadores e suas principais políticas.

Dados

O estudo mostra que a agricultura familiar representa 61% dos estabelecimentos agropecuários do Estado, mas ocupa apenas 4% da área produtiva. Apesar de sua importância na produção de alimentos e na geração de empregos no campo, o setor enfrenta dificuldades como falta de assistência técnica, dificuldades de acesso ao crédito e infraestrutura precária.

Entre os principais produtos cultivados pelos agricultores familiares estão mandioca, milho e banana. Já na pecuária, o Estado se destaca na produção de leite e ovos. No entanto, a comercialização ainda é um desafio, com baixa participação dos pequenos produtores em programas governamentais como o PNAE e o PAA.

O estudo reforça a necessidade de políticas públicas mais eficazes, incluindo investimentos em infraestrutura rural, fortalecimento do cooperativismo e ampliação do acesso ao crédito e assistência técnica. Com essas ações, a agricultura familiar pode ganhar mais competitividade e contribuir ainda mais para o desenvolvimento sustentável do Estado.

“Estamos avançando nas políticas públicas mais inclusivas. Avançamos na questão de saúde, questão de escolaridade, na questão de comercialização para os produtos da agricultura familiar. Então é um importante diagnóstico socioeconômico para que possamos trabalhar tanto política, social, de crédito, de assistência técnica através da Agraer, pesquisa através das nossas instituições. Então a partir desse instrumento nós vamos direcionar recursos públicos e emendas parlamentares para que consigamos subir as grandes lacunas da agricultura familiar e, efetivamente, fazer com que possamos ampliar a renda dos produtores e melhorar a sua qualidade de vida”, concluiu.

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