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Mulheres ao volante fortalecem a logística do Grupo Bom Jesus

por Alexandro Zinho
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No Dia Internacional da Mulher, um dos maiores nomes do agro brasileiro celebra a atuação das motoristas que integram sua operação logística

Nas estradas brasileiras, onde a safra se transforma em entrega, mulheres estão ao volante. No Grupo Bom Jesus, um dos maiores produtores do país, 15 motoristas carreteirasintegram a equipe responsável por conectar plantações nos estados do Mato Grosso, Bahia e Piauí, onde o grupo cultiva mais de 385 mil hectares de soja, milho e algodão, além de pecuária, com armazéns e destinos finais. Habilitadas na categoria E, elas conduzem caminhões bitrens — os chamados “bitrenzões” — de nove eixos, com capacidade para até 75 toneladas de carga total.

Com quase cinco décadas de atuação — a empresa completa 50 anos em 2026 — o grupo mantém estrutura própria de transporte para escoar a produção. As motoristas atuam nas mesmas rotas e operações que os colegas homens, conduzindo veículos de grande porte que exigem alto nível de técnica, concentração e responsabilidade. Segundo Tania Ribeiro, diretora de Recursos Humanos, elas se destacam pela organização, cuidado com o caminhão, atenção aos detalhes, resiliência e comunicação clara, demonstrando profissionalismo e comprometimento.

— Neste Dia Internacional da Mulher, a presença feminina nas operações do grupo, nas estradas e além delas, reflete uma transformação que ocorre de forma concreta em todo o universo agro, no dia a dia do campo e da logística — afirma Tania Ribeiro.

Já para Emerson João Skowronski, diretor geral Agrícola e Outros Negócios, a atuação das motoristas reforça o padrão de excelência da operação logística do grupo.

— Estamos falando da condução de conjuntos de nove eixos, com até 75 toneladas. É uma atividade que exige preparo técnico, responsabilidade e foco permanente. As motoristas desempenham essa função com segurança e alto nível de profissionalismo, dentro dos mesmos critérios rigorosos que adotamos em toda a nossa operação — afirma.

Para algumas destas motoristas, o volante foi um objetivo almejado ao longo de toda uma vida. Roseli dos Santos sabe exatamente o dia em que começou a trabalhar na Bom Jesus Agropecuária: 18 de outubro de 2024. Mas o desejo vinha de antes. Ela atuou primeiro em serviços gerais e depois, por um ano, no transporte coletivo de Rondonópolis (MT), até se tornar motorista carreteira.

— Essa profissão sempre foi meu objetivo, desde jovem. Aos poucos, realizei meu sonho — conta Roseli.

Os desafios aparecem, segundo ela, principalmente quando enfrenta rotas inéditas. Ainda assim, o que mais a motiva é o aprendizado constante.

— É aquela sensação de aprendizado. É saber que cada viagem é diferente e traz algo novo — explica.

Em outros casos, a estrada já fazia parte da trajetória antes mesmo da chegada ao grupo. Jenyffer Silva Breem acumulava experiência como motorista quando decidiu se candidatar à empresa. Sua rotina começa cedo, muitas vezes antes do amanhecer, com revisão do caminhão e planejamento do trajeto. Ela afirma que nunca viu o gênero como limitador profissional, mas reconhece que as estradas ainda carregam muitas vezes preconceito. Algo que, segundo ela, não chega a afetá-la.

— Sempre tive comigo que o que um pode fazer, o outro também pode, independentemente de ser homem ou mulher — reitera Jenyffer, há seis anos na empresa.

Há também quem tenha construído uma relação de longa data com a estrada dentro da própria companhia. Desde 2014 na Bom Jesus Agropecuária, Sueli Ribeiro é a motorista com mais tempo de trabalho na empresa.

Ela faz questão de ressaltar que o transporte é atividade essencial à cadeia produtiva e parte estruturante da economia. A rotina de uma motorista de caminhão, segundo ela, exige adaptação constante às distâncias e à ausência da família, além da resiliência necessária para enfrentar desafios pessoais.

— Acho a profissão linda e importante em todo o mundo. Ser caminhoneiro é uma tarefa difícil, mas essencial. Sem o transporte, não haveria produtos nos mercados, feiras e açougues. Somos os guerreiros que levam comida para a mesa do brasileiro — defende.

Mulheres que movem o agro: no Grupo Bom Jesus, 15 motoristas carreteiras conduzem bitrens de até 75 toneladas pelas estradas do Mato Grosso, Bahia e Piauí, mostrando que competência, responsabilidade e paixão pela profissão não têm gênero. 🚛🌾

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