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Ministros do TSE rebatem pedido do Ministério da Defesa sobre acesso a códigos de urnas

por Alexandro Zinho
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Sob reserva, magistrados avaliam que ofício sobre códigos é nova tentativa de levantar dúvidas quanto à transparência; entre militares, avaliação é de que envio de ofícios e sugestões deve continuar.

O ministro Edson Fachin é o atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral, cargo que assumiu em fevereiro. Fachin também é ministro do Supremo Tribunal Federal. (Foto: Divulgação).

O pedido do Ministério da Defesa para ter acesso aos códigos-fonte das urnas eletrônicas foi recebido por ministros do Tribunal Superior Eleitoral como mais uma tentativa de lançar dúvidas sobre o processo eleitoral. Na avaliação de magistrados ouvidos pela CNN, os militares já poderiam ter realizado a inspeção antes, uma vez que os códigos estavam disponíveis desde outubro do ano passado.

À CNN, um ministro afirmou que considera um abuso de paciência o envio de tantos ofícios pelo Ministério da Defesa para ressaltar pedidos idênticos. Um outro classificou como desinteresse o fato de o Ministério da Defesa não ter feito a inspeção ao sistema do TSE antes.

No site oficial, o ministério abriu uma aba com o título “Atuação das Forças Armadas em apoio ao TSE no aprimoramento da segurança e da transparência do processo eleitoral” em que relaciona os principais ofícios encaminhados neste ano ao Tribunal Superior Eleitoral com perguntas e sugestões.

Fontes das Forças Armadas ouvidas pela CNN apontam que irão continuar com o envio de contribuições e avaliam que, apesar de convidados pelo TSE, não sentem que sejam respeitados.

Os ofícios mais recentes, de segunda-feira (1]), apresentam o alerta de urgentíssimo. Mas, de acordo com integrantes da corte, enquanto o documento ganhava repercussão nesta terça (2), técnicos da justiça eleitoral e técnicos das Forças Armadas já estariam em conversas para marcar a inspeção dos códigos, o que começou a ocorrer nesta quarta-feira (3). As inspeções costumam durar de três a quatro dias.

Antes de deixar a presidência do TSE, o ministro Edson Fachin marcou reunião com a direção-geral da Polícia Federal e também reservou os últimos dias para o anúncio de mais parcerias para auditar as urnas.

Na segunda-feira, representantes das Forças Armadas estiveram pessoalmente no tribunal com todas as instituições fiscalizadoras. Nesta quarta, os militares voltaram para realizar inspeção mais direta nos códigos-fonte.

Apesar das seguidas agendas, ainda há cobrança do Ministério da Defesa para uma reunião específica em que seria discutido o conjunto de ofícios e de sugestões já respondidas pelo tribunal. O TSE não prevê este encontro, no entanto, porque leva em consideração as sucessivas reuniões que já ocorreram.

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