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Mercado ajusta projeção de inflação para 2026 e mantém demais indicadores estáveis, aponta Focus

por Alexandro Zinho
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Expectativa para o IPCA recua a 4,05%, enquanto PIB, câmbio e Selic seguem sem alterações relevantes

O mercado financeiro reduziu levemente a projeção para a inflação de 2026, conforme dados do Boletim Focus divulgados nesta segunda-feira (12) pelo Banco Central. A expectativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) passou de 4,06% para 4,05%, após já ter sido estimada em 4,10% há quatro semanas.

Para os anos seguintes, as previsões permanecem inalteradas há dez semanas: 3,80% em 2027 e 3,50% em 2028.

Inflação dentro da meta

A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para 2025 é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, o que estabelece um intervalo entre 1,5% e 4,5%.

Segundo o IBGE, a inflação registrada em dezembro foi de 0,33%, acima dos 0,18% observados em novembro. Com isso, o IPCA acumulado de 2025 fechou em 4,26%, permanecendo dentro do limite superior da meta.

Ainda de acordo com o instituto, apenas o grupo habitação apresentou deflação em dezembro, com queda de 0,33%. Os demais grupos tiveram alta, com destaque para transportes, que registraram a maior variação (0,74%) e o maior impacto no índice (0,15 ponto percentual). Na sequência, saúde e cuidados pessoais subiram 0,52%, com impacto de 0,07 ponto percentual.

PIB segue projetado em 1,8%

As estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) permanecem estáveis. O mercado projeta crescimento de 1,80% para a economia brasileira em 2026, percentual repetido para 2027. Para 2028, a expectativa é de expansão de 2%.

Câmbio permanece estável

As projeções para o dólar também seguem inalteradas há 13 semanas. A expectativa é de que a moeda norte-americana encerre 2026 e 2027 cotada a R$ 5,50. Para 2028, a projeção aponta leve alta, para R$ 5,52.

Selic deve cair gradualmente

No cenário de juros, o mercado financeiro projeta redução da taxa Selic dos atuais 15% para 12,25% até o fim de 2026. Para 2027, a estimativa é de queda para 10,50%, enquanto em 2028 a taxa pode recuar para 9,88%.

Atualmente, a Selic está no maior patamar desde julho de 2006, quando atingiu 15,25% ao ano. Após ter alcançado 10,5% em maio do ano passado, os juros voltaram a subir em setembro de 2024, chegando a 15% na reunião do Copom em junho, nível mantido desde então.

Entenda o impacto dos juros

Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) eleva a Selic, o objetivo é conter a demanda e controlar a inflação, já que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Por outro lado, a redução da taxa tende a baratear o crédito, incentivar o consumo e a produção, aquecendo a atividade econômica, ainda que com menor controle inflacionário.

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