Home Agronegócio Maio termina com preços da soja estáveis, enquanto o foco do mercado se volta para o início do plantio nos Estados Unidos em junho

Maio termina com preços da soja estáveis, enquanto o foco do mercado se volta para o início do plantio nos Estados Unidos em junho

por Alexandro Zinho
Compartilhe

Com cotações firmes, a atenção se dirige ao ritmo de semeadura da safra americana neste mês, algo que pode afetar os preços futuros da commodity.

Pouca oscilação nos preços da soja no Brasil

O mercado brasileiro de soja foi marcado por estabilidade nos preços internos durante maio. Com a colheita encerrada, os produtores adotaram uma postura mais cautiousa, negociando principalmente quando as cotações estavam em alta.

Preços nas principais praças produtoras
  • Passo Fundo (RS): a saca de 60 quilos iniciou e encerrou o mês a R$ 128,00.
  • Cascavel (PR): variação negativa, de R$ 129,00 para R$ 128,00.
  • Rondonópolis (MT): queda de R$ 116,00 para R$ 115,00.
  • Porto de Paranaguá (PR): cotação estável em R$ 134,00 ao longo de maio.
Desempenho em Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em julho tiveram uma leve alta de 0,55% no mês, sendo cotados a US$ 10,50 1/4 por bushel na manhã do dia 30. Apesar de alguns sinais negativos no mercado, os valores permanecem firmes ao longo de maio.

Plantio nos EUA avança e limita altas

O bom andamento do plantio nos EUA, sem ameaças climáticas importantes, reforça a expectativa de uma safra forte. Este cenário tem limitado aumentos significativos nas cotações, mesmo com a demanda norte-americana mostrando fraqueza atualmente e as incertezas geradas pelas políticas tarifárias implementadas pelo ex-presidente Donald Trump.

Atenção do mercado se volta para o mês de junho

As atenções agora se concentram no desenvolvimento das lavouras americanas. Um dos principais destaques será o relatório de área plantada nos EUA, com divulgação prevista para 30 de junho, fator que pode influenciar diretamente os preços internacionais.

Oferta brasileira pressiona cenário externo

Mesmo com a recente trégua comercial entre Estados Unidos e China, o Brasil continua como principal fornecedor de soja para os chineses, devido às condições mais competitivas no mercado de exportação e ampla oferta do grão.

Câmbio teve pouca influência nos negócios

O dólar comercial apresentou desvalorização de 0,14% no mês de maio, cotado a R$ 5,6673 na manhã do dia 30. A expectativa é de que a moeda americana se mantenha nesses patamares até o fim do ano. No radar dos analistas, o fluxo de capital estrangeiro – favorecido pelas tarifas de Trump – pode pressionar o câmbio para baixo, enquanto as incertezas fiscais no Brasil atuam como fator de alta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Compartilhe

Esse site usa cookies para melhorar sua experiência. Nós assumimos que você ta ok com isso, porém você também não aceitar. Eu aceito. Não aceito.

Olá, como posso te ajudar?