Home Bastidores Fronteira reage e pode eleger dois deputados após anos sem voz política

Fronteira reage e pode eleger dois deputados após anos sem voz política

por administrador
Compartilhe

Com Hélio Pellufo e Carlos Bernardo no páreo, região de Ponta Porã tenta romper ciclo de esquecimento e voltar a ter força no Estado e em Brasília

Depois de anos sendo lembrada apenas em época de eleição, a fronteira de Ponta Porã começa a dar sinais de reação política. Um movimento que ganha força nos bastidores pode mudar o jogo: a possibilidade concreta de eleger dois representantes diretos um estadual e um federal algo que não acontece há muito tempo.

De um lado, o ex-prefeito Hélio Pellufo surge como nome forte para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. Com experiência administrativa e trânsito político consolidado, Pellufo carrega a marca de gestor que conhece a realidade da fronteira e já enfrentou, na prática, os desafios da máquina pública. É visto como um nome técnico, mas com peso político, capaz de dialogar com diferentes grupos.

Do outro lado, o empresário Carlos Bernardo entra na disputa federal com um discurso direto: dar voz a uma região que, segundo ele e seus aliados, foi deixada de lado por anos.

Com atuação nos setores da educação, agronegócio, transporte e mineração, Bernardo vem construindo sua base política percorrendo municípios e conversando com lideranças, apostando em um perfil mais combativo e de enfrentamento.

Nos bastidores, a leitura é clara: a fronteira cansou de ser coadjuvante. Sem representantes diretos com força em Campo Grande e Brasília, a região perdeu espaço, investimentos e protagonismo. Agora, a articulação entre lideranças locais tenta virar esse jogo.

A possível dobradinha entre Pellufo e Bernardo é vista como estratégica. A ideia é simples, mas ambiciosa: ocupar espaços de poder nas duas pontas, Assembleia e Congresso para garantir mais recursos, obras e atenção do poder público.

Analistas políticos avaliam que, se houver união real da região, o cenário é favorável.

Mas fazem um alerta: a fragmentação de votos sempre foi o principal obstáculo da fronteira.

Com perfis diferentes, mas complementares, os dois pré-candidatos apostam justamente nessa convergência. Enquanto Pellufo representa a experiência e o conhecimento da gestão pública, Bernardo se apresenta como a renovação com viés empresarial e discurso mais firme.

No meio disso tudo, uma frase tem sido repetida nos bastidores e nas rodas políticas da região: “quem gosta da fronteira, é a própria fronteira”.

Se o discurso vai se transformar em voto, ainda é cedo para dizer. Mas uma coisa é certa: depois de muito tempo, a região volta a se movimentar com protagonismo e pode surpreender nas urnas.

A disputa está aberta e a fronteira Brasil-Paraguai, que por anos ficou à margem das grandes decisões, agora quer voltar a ocupar o centro do jogo.

Compartilhe

Esse site usa cookies para melhorar sua experiência. Nós assumimos que você ta ok com isso, porém você também não aceitar. Eu aceito. Não aceito.

Olá, como posso te ajudar?