ANASTÁCIO (MS) – A tradição nordestina que ajudou a construir a história de Mato Grosso do Sul ganhou mais uma vez espaço de destaque durante a Festa da Farinha, principal evento cultural e gastronômico de Anastácio. Em sua 18ª edição, a celebração reuniu moradores, turistas, produtores rurais, artesãos e lideranças políticas, entre elas o pré-candidato a deputado federal Carlos Bernardo, que destacou a importância de preservar as raízes culturais que formaram o Estado e fortalecer iniciativas que também geram emprego e renda.
Da região de fronteira, Carlos Bernardo afirmou que Mato Grosso do Sul é resultado do encontro de diferentes povos e tradições, e que valorizar essa diversidade significa reconhecer a história de quem ajudou a desenvolver o Estado.
“A fronteira nos ensina diariamente que a identidade de um povo é construída pela diversidade. Assim como temos fortes influências paraguaias, indígenas e pantaneiras, a cultura nordestina também foi fundamental para a formação de Mato Grosso do Sul. Valorizar festas como esta é preservar a nossa história e, ao mesmo tempo, criar oportunidades para centenas de famílias que encontram nesses eventos uma fonte de renda, seja por meio da gastronomia, do artesanato ou do comércio local”, afirmou.
Realizada desde 2006 — com interrupção apenas durante a pandemia da Covid-19 —, a Festa da Farinha celebra a tradição da produção artesanal da farinha de mandioca, atividade que marcou a formação econômica e social de Anastácio, especialmente entre famílias nordestinas que se estabeleceram na região. Além da gastronomia típica, o evento reúne apresentações culturais, shows de forró, exposições de artesanato e demonstrações do processo tradicional de fabricação da farinha.
Para o prefeito de Anastácio, Manoel Aparecido, a festa se consolidou como o maior evento festivo da região e exerce papel estratégico para a economia local.
“A Festa da Farinha é muito esperada por toda a região. Ela celebra a cultura nordestina, que faz parte da identidade do nosso povo, e movimenta a economia de Anastácio e também de Aquidauana. Hotéis, restaurantes, postos de combustíveis, lanchonetes e diversos segmentos registram aumento no movimento durante o evento. Neste ano, contamos com mais de 40 barracas da agricultura familiar, o que representa geração de renda para muitas famílias. É um grande sucesso econômico para toda a região”, destacou.
A integração entre os municípios foi ressaltada pelo prefeito de Aquidauana, Mauro Luiz Batista. Segundo ele, os benefícios ultrapassam os limites de Anastácio e fortalecem toda a cadeia produtiva regional.
“Esta festa representa a expressão da cultura, da história e da tradição nordestina em Anastácio e, por consequência, também em Aquidauana. Os números mostram que, desde a preparação do evento até seus reflexos posteriores, há resultados muito positivos para todos os segmentos da economia. Forma-se uma cadeia produtiva importante, movimentando o comércio, os serviços e fortalecendo o desenvolvimento da região”, afirmou.
O ex-secretário de Estado de Cultura Marcelo Miranda, que é pré-candidato a deputado estadual, destacou o papel da Festa da Farinha na preservação da identidade sul-mato-grossense e na inclusão econômica de pequenos empreendedores.
“Pouca gente sabe, mas Mato Grosso do Sul tem uma influência nordestina muito forte. Muitas famílias vieram para ajudar a construir o Estado, se encantaram com a região e permaneceram aqui. A Festa da Farinha celebra essa herança cultural e, ao mesmo tempo, gera renda para uma parcela significativa da população que muitas vezes não é beneficiada diretamente pelo crescimento econômico. Basta conversar com os artesãos presentes. Muitos conseguem faturar o equivalente ao que levariam até dois meses para conquistar. A cultura também é uma ferramenta de desenvolvimento econômico e inclusão social”, ressaltou.
Reconhecida como um dos principais eventos do calendário cultural de Mato Grosso do Sul, a Festa da Farinha reforça a identidade de Anastácio como um dos símbolos da tradição nordestina no Estado. Ao preservar costumes, valorizar a produção artesanal da mandioca e incentivar pequenos empreendedores, o evento demonstra que cultura e desenvolvimento caminham lado a lado, fortalecendo o turismo, a economia regional e a memória de um povo que ajudou a construir a história sul-mato-grossense.







