Impulsionada pelas novas regras do Sistema B, a Vapza Alimentos redesenhou sua operação e já transforma 89,2% dos resíduos industriais em energia e biofertilizantes
Embora muitos materiais tenham potencial de reciclagem, parte significativa ainda deixa de ser aproveitada devido à ausência de triagem adequada ou à inviabilidade econômica ao longo da cadeia. Esse cenário evidencia que focar exclusivamente no pós-consumo é atuar no final do problema. A verdadeira responsabilidade ambiental corporativa passa por uma revisão interna dos processos produtivos, evitando transferir ao consumidor a responsabilidade pelo destino dos resíduos.
Cientes de que essa transformação começa na operação, algumas empresas vêm reestruturando seus processos. É o caso da Vapza Alimentos, que reformulou seu fluxo produtivo e implementou um modelo de gestão de resíduos orientado ao aproveitamento integral dos materiais gerados no processo. Atualmente, 89,2% desse volume é destinado a biodigestores, onde é convertido em energia e biofertilizantes. A fração remanescente segue para reciclagem e coprocessamento na indústria cimenteira, assegurando o adequado aproveitamento dos resíduos gerados na fábrica.
Além disso, fora dos parques industriais, a empresa garante a compensação ambiental de 100% das embalagens colocadas no mercado, resultado da parceria com a Eureciclo.
O combate ao desperdício de alimentos também integra essa estratégia, por meio de melhorias contínuas nos processos produtivos e na gestão ao longo da cadeia de abastecimento. Outra frente relevante é o uso eficiente da água. Nos últimos anos, a companhia tem investido na otimização do consumo hídrico, reconhecendo este como um dos principais desafios ambientais da indústria de alimentos.
Essas iniciativas reforçam os compromissos socioambientais da Vapza, certificada como Empresa B. A certificação, concedida a organizações que atendem a elevados padrões de desempenho em ESG, passou recentemente por uma revisão que ampliou as exigências relacionadas à gestão e rastreabilidade de resíduos, dando ainda mais relevância a práticas comprovadas e mensuráveis.
“O verdadeiro impacto ambiental da indústria de alimentos está na forma como gerimos os resíduos, evitamos o desperdício e utilizamos recursos como a água ao longo de toda a operação. Quando essas frentes trabalham juntas, a economia circular deixa de ser um conceito e passa a ser uma prática”, afirma Enrico Milani, CEO da Vapza Alimentos.
