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Depois do rompimento, PSDB e MDB estudam possível aliança em MS

por Alexandro Zinho
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Na linha de frente das negociações estão os ex-governadores Reinaldo Azambuja (PSDB) e André Puccinelli (MDB).

André e Reinaldo após o encontro desta segunda (Foto: Divulgação).

Depois de um duradouro rompimento, as principais lideranças do PSDB e MDB estudam possível aliança em Mato Grosso do Sul, a começar pelas eleições municipais do ano que vem, quando os dois grupos políticos pretendem eleger o maior número de prefeitos e vereadores possível.

O ex-governador Reinaldo Azambuja, que atualmente é o presidente estadual do PSDB, confirmou na manhã de hoje que seu partido está prestes a retomar uma antiga aliança com as principais lideranças do MDB no Estado.

Política é a arte do diálogo, afirmou o ex-governador. Por isso estamos conversando “com o André, conversando com o ex-senador Moka, com os três deputados eleitos pelo MDB e com as lideranças, inclusive com a Simone, que foi candidata a presidente da República pelo MDB, acho que tá amadurecendo”.

As declarações do ex-governador foram dadas na manhã desta segunda-feira (15), depois de um encontro com o governador Eduardo Riedel (PSDB) do qual participou também a ministra do Planejamento, Simone Tebet. A reunião foi realizada Receptivo do Governo do Estado, no Parque do Prosa, próximo ao Cras (Centro de Reabilitação de Animais)

E a conversa com o ex-senador Waldemir Moka ganha relevância para rotomar esta antiga aliança porque ele deve ser o próximo presidente estadual do MDB. Lideranças nacionais dos dois partidos falam até em criar uma federação nacional, o que obrigaria as duas agremiações a apoiarem o mesmo candidato a prefeito nas disputas do próximo ano nos municípios. 

“A gente já foi aliado lá no passado e vocês se lembram. Eu fui deputado estadual numa composição na época com o ex-governador André”, lembrou Azambuja para tentar justificar a provável aliança depois da disputa do ano passado, quando André Puccinelli foi adversário de Eduardo Riedel e no segundo turno inclusive apoiou o Capitão Contar (PRTB), que perdeu a disputa para os tucanos.

“Nós tivemos várias conversas nesses últimos dias e eu acho que é possível a gente recompor de novo uma aliança. A gente tem que entender que a política local do município você tem que respeitar as vontades locais. Tem lugar que é possível fazer aliança, tem lugar que é impossível. Mas isso não impede da gente ter uma unidade estadual”, afirmou Azambuja,  dando a entender que a criação de uma federação nacional não está entre suas prioridades.

Mas não é só com o MDB que o tucano está negociando alianças para o próximo ano. “Como presidente do PSDB, a pedido do governador Eduardo, estou conversando com os aliados que ajudaram na eleição dele e também com alguns outros partidos que não estiveram conosco”. 

ALIANÇA

O almoço que reuniu a cúpula do MDB e PSDB, na casa da ministra Simone Tebet, terminou com acordo de parceria entre os dois partidos e o MDB assegurando apoio à reeleição de Eduardo Riedel (PSDB).

O ex-governador André Puccinelli confirmou a parceria com PSDB onde for possível na próxima eleição e retomada da parceria.

“Foi um convite feito aos deputados para dar sustentação na Assembleia. Nem MDB pediu e nem PSDB pediu. Nós saímos da mesma árvores e agora está fundindo de novo”, justificou.

A reunião contou com a participação do governador Eduardo Riedel, Puccinelli, Reinaldo Azambuja, secretário de Governo, Eduardo Rocha, Sérgio de Paula, deputados Márcio Fernandes e Renato Câmara, e do ex-senador Waldemir Moka. Com informações do Correio do Estado e do portal Investiga MS.

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