Home Bastidores Da rádio improvisada em Nova Andradina à trajetória empresarial: o reencontro de Carlos Bernardo com dona Zeza

Da rádio improvisada em Nova Andradina à trajetória empresarial: o reencontro de Carlos Bernardo com dona Zeza

por Alexandro Zinho
Compartilhe

Visita a dona Lurdes e dona Zeza neste domingo resgatou fase pouco conhecida de Bernardo, quando ainda começava e contava com a solidariedade dos vizinhos para seguir trabalhando

NOVA ANDRADINA – Há cerca de 30 anos, bem antes da trajetória empresarial que o tornaria conhecido, Carlos Bernardo era apenas um jovem tentando a vida no rádio em Nova Andradina. A estrutura era tão improvisada que não havia torre, nem estúdio adequado. A antena da emissora ficava fincada no quintal da vizinha, dona Lurdes.

Era na casa dela e da vizinha, dona Zeza, que ele e o irmão também encontravam algo que ia além do trabalho: comida na mesa e acolhimento.

Neste domingo, 30 anos depois, os dois se reencontraram. O que era para ser uma visita rápida se transformou em um resgate emocionante de uma fase pouco conhecida de sua história.

O reencontro trouxe à tona as memórias de um tempo de dificuldade, de começar do zero e de contar com a solidariedade de quem estava por perto.

“Eles iam até comer lá em casa. São pessoas que moram no coração”, lembra dona Lurdes, emocionada, ao rever Bernardo.

Mais do que a nostalgia, a conversa revisitou temas que marcaram aquele período e que continuam atuais: a luta para garantir renda, o esforço para construir a vida com poucos recursos e o valor de uma rede de apoio.

Assuntos que, segundo quem acompanhou a visita, hoje aparecem de forma natural nas propostas que Carlos Bernardo tem apresentado — geração de empregos, qualificação profissional e fortalecimento da saúde no interior, justamente por conhecer na pele as dificuldades de quem está começando.

O contraste é o que torna a pauta ainda mais forte: o jovem que dependia do quintal emprestado para colocar a rádio no ar e da comida partilhada na casa da vizinha, e o homem que, três décadas depois, volta ao mesmo endereço não para pedir, mas para agradecer.

É uma história de personagens reais, de memória, de gratidão e do interior que acolhe e forma quem um dia precisou ir além.

Reencontro após 30 anos: Carlos Bernardo visita dona Lurdes, vizinha que cedeu o quintal para antena de rádio e a casa para acolhê-lo no início da carreira em Nova Andradina. (Foto: Divulgação).
Compartilhe

Esse site usa cookies para melhorar sua experiência. Nós assumimos que você ta ok com isso, porém você também não aceitar. Eu aceito. Não aceito.

Olá, como posso te ajudar?