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Com nova ferrovia, MS projeta segurança, economia e integração

por administrador
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O projeto engloba a fábrica de celulose da Arauco, com construção em andamento

Mato Grosso do Sul se consolida como a nova potência mundial da celulose, com investimentos robustos e ambiente de negócios favorável ao desenvolvimento econômico, estabelecidos com ações e investimentos realizados pelo Governo do Estado.

E é nesse cenário que foi lançado nesta sexta-feira (6) em Inocência a pedra fundamental da ferrovia do Projeto Sucuriú, que engloba a fábrica de celulose da Arauco, com construção em andamento.

Primeira ‘short line’ (linhas férreas de pequeno porte, fazendo a ligação de pequenas distâncias, geralmente atendendo fábricas em específico ou núcleos industriais) do Brasil, a nova ferrovia terá 54 km, interligando a Arauco de Inocência à Malha Norte, operada pela Rumo atualmente.

A ideia é avançar a integração logística da produção local, dando mais competitividade aos produtos dali exportados através de um modal econômico e seguro.

“A logística é absolutamente necessária para a competitividade das empresas. Essa short line conecta a fábrica a rede da Malha Norte e depois à Malha Paulista. E esse ano teremos a concessão da Malha Oeste, a nossa ferrovia de Mato Grosso do Sul que liga Três Lagoas, Campo Grande e Corumbá à Malha Paulista, desaguando a produção no Porto de Santos”, frisa o governador Eduardo Riedel, durante sua fala no evento do Projeto Sucuriú.

“As investimentos em rodovias, concessões, a Rota da Celulose, tudo isso soma R$ 10 bilhões de aporte próprio do Estado. Só nessa região [Vale da Celulose] o investimento é de R$ 1 bilhão. São rodovias que são fundamentais para ligar pontos de produção às unidades de fabriz e dar segurança para o trânsito das pessoas”, comenta Riedel ao destacar a importância da logística para o desenvolvimento regional e da iniciativa pública nesse setor.

Além de Riedel, também participaram do lançamento da pedra fundamental da ‘short line’ os ministros Renan Filho (Transportes) e Simone Tebet (Planejamento e Orçamento), além do presidente da Arauco do Brasil, Carlos Altimiras Ceardi, os secretários Jaime Verruck (Semadesc), Rodrigo Perez (Segov) e Eliane Detoni (EPE), os senadores Tereza Cristina e Nelson Trad Filho, o diretor-geral da ANTT, Guilherme Sampaio, e o prefeito de Inocência, Antônio Ângelo Garcia dos Santos, popularmente conhecido como Toninho da Cofap.

No evento foram formalizadas a ordem de início de serviço da obra de construção do gasoduto do Projeto Sucuriú, com mais de R$ 170 milhões em investimentos da MS Gás, e a ordem de início de serviço da obra de implantação e pavimentação asfáltica de dois acessos na rodovia MS-377, obra essa que vai contar com mais de R$ 26,9 milhões em investimentos do Estado.

Além disso, também foi assinado o contrato de concessão para a Caminhos Celulose, consórcio que vai operar as rodovias que formam a Rota da Celulose. “Mato Grosso do Sul se desenvolve, cresce com parcerias e absoluto foco no desenvolvimento, gerando oportunidade para a população”, complementa o governador Eduardo Riedel.

Presidente da Arauco no Brasil, Carlos Alimiras, destacou que as parcerias com o setor privado fundamentais para um olhar de longo prazo, sendo a nova ferrovia um marco legal claro nessas parcerias. “Demonstra flexibilidade em função do que precisamos, pois é muito importante a logística, é essencial para o Brasil desenvolver infraestrutura e logística para que seja muito mais competitivo”, analisa o executivo sobre a consolidação de Mato Grosso do Sul como centro estratégico global de operações da área de celulose.

“Nesses quatro anos o nosso Estado está fazendo história porque tem um governador que teve a capacidade de defender Mato Grosso do Sul. E nós temos que resolver o problema das rodovias e da ferrovia, e isso está acontecendo agora”, afirmou a ministra Simone Tebet. “O Mato Grosso do Sul está em máxima de investimento do Governo Federal, de atração de investimento privado e vai entrar agora para o leilão da Malha Oeste, em máxima de investimento ferroviário. Isso vai aumentar a competitividade. O Estado se aproxima de São Paulo em infraestrutura para exportar aquilo que produz. Então é muito importante”, disse o ministro Renan Filho.

Início das operações

Com previsão de iniciar as operações regulares até o fim de 2027, a fábrica de celulose da Arauco em Inocência estima gerar mais de 14 mil empregos durante sua fase de construção, enquanto cerca de 6 mil vagas entre postos diretos e indiretos devem ser criados na etapa operacional. Para isso, o Projeto Sucuriú engloba outras atividades além do trabalho fabril.

O Governo de Mato Grosso do Sul autorizou o início da construção de gasoduto que ligará a estação de gás de Três Lagoas à fábrica em Inocência. A obra absorverá investimento total que gira em torno de R$ 170 milhões, assegurados por intermédio da MS Gás. O gasoduto de distribuição de gás natural terá cerca de 125 km de extensão.

Já ferrovia, a primeira ‘short line’ brasileira, foi viabilizada após o novo marco regulatório das ferrovias, instituído em dezembro de 2021. A previsão é de que as obras do ramal sejam concluídas no segundo semestre de 2027, sendo 9 km percorridos no complexo industrial do Projeto Sucuriú e outros 45 km até chegar à Malha Norte. Assim que pronta, 3,5 milhões de toneladas de celulose devem ser escoados anualmente por ali, saindo a Arauco diretamente para os portos do litoral brasileiro – em especial o Porto de Santos.

O investimento é parte de um projeto privado da Arauco que soma US$ 4,6 bilhões e tem como conceito a otimização de custos logísticos. O lançamento da pedra fundamental da ferrovia, assim como os demais empreendimentos autorizados pelo Governo do Estado, representam uma etapa estratégica para a Arauco e para o desenvolvimento econômico e sustentável local.

Caminhos da Celulose

Também foi assinado o contrato de concessão para recuperação, operação, manutenção, conservação, implantação de melhorias e ampliação da capacidade de trechos das rodovias MS-040, MS-338, MS-395, BR-262 e BR-267, que integram a Rota da Celulose.

O contrato foi firmado entre o Governo de Mato Grosso do Sul e o consórcio Caminhos da Celulose, que ficará responsável pelas cinco rodovias, com investimentos de R$ 10,1 bilhões – somando aí custos de operação (opex) e de aportes para modernizar o serviço (capex) – ao longo de 30 anos. O contrato prevê melhorias como 115 km de duplicações e construção de acostamento em todo o sistema rodoviário concessionado.

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