Home Agronegócio Com demanda ajustada, preços da carne suína sobem de maneira generalizada

Com demanda ajustada, preços da carne suína sobem de maneira generalizada

por administrador
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A semana registrou preços em alta do quilo vivo e nos principais cortes de carne suína do atacado. Segundo o analista de Safras & Mercado, Allan Maia, os agentes do setor sinalizaram que a oferta de animais está se ajustando à demanda da indústria, fator que tem dado sustentação ao movimento de valorização observado nas últimas semanas.

As atenções do mercado agora se voltam para o comportamento do consumo na ponta final nas próximas semanas. Vale ressaltar que, na segunda quinzena do mês, a demanda pode sentir os efeitos do processo de descapitalização das famílias, o que tende a limitar parte do poder de compra dos consumidores.

“Por outro lado, permanece a expectativa de continuidade da boa evolução do consumo, uma vez que a carne suína segue competitiva frente a proteínas concorrentes, mesmo após as altas recentes”, disse o analista.

Maia explica que, nesse contexto, o mercado aposta na manutenção de uma reposição fluida entre atacado e varejo no curto prazo. Os preparativos para as festividades de fim de ano também são apontados como um fator favorável à movimentação do mercado nas próximas semanas. “No mercado externo, o ritmo das exportações brasileiras de carne suína permanece positivo em termos de volume embarcado”, concluiu.

Preços

Levantamento de Safras & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo no país subiu de R$ 5,56 para R$ 5,79 na semana. A média de preços pagos pelos cortes de carcaça no atacado foi de R$ 9,33 para R$ 9,99 e a média do pernil de R$ 10,51 para R$ 10,86.

A análise de preços de Safras & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo teve elevação de R$ 122,00 para R$ 126,00. Na integração do Rio Grande do Sul, o quilo vivo subiu de R$ 4,80 para R$ 4,90 e no interior do estado de R$ 5,75 para R$ 5,90.

Em Santa Catarina, o preço do quilo na integração teve avanço de R$ 4,65 para R$ 4,75 e no interior catarinense subiu de R$ 5,70 para R$ 5,95. No Paraná, o preço do quilo vivo valorizou de R$ 5,65 para R$ 5,85 no mercado livre e, na integração, de R$ 5,05 para R$ 5,10.

No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande avançou de R$ 5,60 para R$ 5,85 e, na integração, de R$ 4,65 para R$ 4,75. Em Goiânia, os preços subiram de R$ 6,00 para R$ 6,30. No interior de Minas Gerais, os preços tiveram alta de R$ 6,50 para R$ 7,00 e, no mercado independente, de R$ 6,60 para R$ 7,20. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis avançou de R$ 5,65 para R$ 6,05 e, na integração do estado, de R$ 4,65 para R$ 4,75.

Exportações

As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 109,796 milhões em outubro (7 dias úteis), com média diária de US$ 15,685 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 48,144 mil toneladas, com média diária de 6,878 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.280,6 por tonelada.

Em relação a outubro de 2025, houve alta de 7,8% no valor médio diário, avanço de 20,5% na quantidade média diária e queda de 10,6% no preço médio. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Com informações: Agência Safras

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