Home Agronegócio Com a chegada do asfalto, os agricultores que moram ao redor da estrada que liga a Capital estão vislumbrando novas oportunidades de negócio e valorização das terras

Com a chegada do asfalto, os agricultores que moram ao redor da estrada que liga a Capital estão vislumbrando novas oportunidades de negócio e valorização das terras

por Alexandro Zinho
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O dia do produtor rural Jaime Andrade do Nascimento, de 45 anos, começa bem cedo, às 5 horas da manhã. Aos domingos, ele se levanta ainda mais cedo, por volta das 2h30, para colher verduras e legumes. Depois de lavar e embalar os produtos, ele coloca tudo no carro e vai até a feira de um município vizinho, o Jaraguari, para vender alface, salsinha, rúcula e repolho.

O que ele consegue vender garante o sustento durante a semana. Qualquer sobra ele divide com outros feirantes.

Jaime é um dos muitos produtores que vivem do cultivo na região próxima à rodovia CG-150. Essa estrada está passando por uma obra de pavimentação e implantação de asfalto, entre a BR-262 e a ponte sobre o Ribeirão Botas. A extensão dessa obra é de 5,08 quilômetros e fica no município de Campo Grande.

O investimento é de R$ 9.011.563,88, com previsão de entrega estipulada para primeiro semestre  de 2026.

“É o progresso chegando e, pra gente aqui que mora na chácara, é muito bom. Quando chovia, precisava esperar a água baixar para sair de casa. Com o asfalto, vai ficar mais viável trabalhar com outros produtos”, afirma o produtor.

Ele já vislumbra ampliar as atividades e trabalha na produção de garapa, farinha de mandioca e rapadura. “Vindo as benfeitorias, fica mais fácil de trabalhar, embora a gente esbarra na falta de mão de obra”, explica Nascimento.

O impacto da obra vai além da propriedade de Jaime. Agricultores como Ivo Pereira de Farias, 63 anos, e Onofre Flores Martins, 70, também sentem a diferença. Ivo  trabalha no cultiva mandioca,  cria suínos e lembra que antes o trajeto era um desafio. “Quando a gente ia sair daqui, era só barro. Agora vai sobrar só 400 metros de chão batido, o resto é asfalto”.

O operador de máquinas Onofre mora há mais de duas décadas na região, Ele recorda dos atoleiros no período chuvoso e da poeira na seca. “Antes era uma tristeza. Agora tá melhorando bastante. A gente consegue se locomover sem medo de ficar pelo caminho”, relata.

O secretário de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara de Carvalho, destaca que a obra faz parte de uma estratégia mais ampla de integração regional. “A pavimentação da CG-150 vai garantir mais segurança. É um investimento que valoriza as propriedades, atrai novos negócios e melhora a qualidade de vida das famílias que vivem e trabalham no campo”.

A expectativa é que o trecho pavimentado se torne um eixo de escoamento de produtos agrícolas, fortalecendo a economia de Jaraguari, Campo Grande e municípios vizinhos.

Para produtores da região, o asfalto representa o futuro batendo à porta, mas, desta vez, sem poeira no período da estiagem e muito menos,  a lama no caminho de casa em época de chuva.

Com informações: Comunicação Seilog

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