Home Bastidores Carlos Bernardo reforça projeto do Hospital Binacional como legado para a fronteira

Carlos Bernardo reforça projeto do Hospital Binacional como legado para a fronteira

por Alexandro Zinho
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Estrutura planejada deverá reunir atendimento de alta complexidade, ensino, pesquisa e formação médica em um único complexo hospitalar

O projeto do Hospital Binacional de Fronteira, considerado uma das principais propostas para ampliar a estrutura de saúde na região entre Brasil e Paraguai, recebeu nesta quinta-feira (10) o apoio de estudantes de Medicina e lideranças locais. A iniciativa foi apresentada pelo CEO do Grupo Monarca e pré-candidato a deputado federal, Carlos Bernardo, durante encontro com acadêmicos de diferentes universidades da fronteira.

A proposta prevê a implantação de um hospital-escola com aproximadamente 160 leitos, concebido para atender a população da região e servir como campo de formação para estudantes de diversas instituições de ensino superior. O objetivo é ampliar a oferta de atendimento especializado, criar novas vagas de internato e residência médica e fortalecer a qualificação dos profissionais que atuarão na fronteira.

Durante a apresentação, Carlos Bernardo afirmou que o projeto nasce da necessidade de acompanhar o crescimento da região, impulsionado pelo aumento da população, da comunidade acadêmica e da demanda por serviços públicos de saúde.

“Esse não é um projeto de uma universidade, de uma instituição ou de uma pessoa. O Hospital Binacional será um patrimônio da fronteira, um hospital-escola aberto para todas as faculdades, para que possamos unir forças na formação de profissionais e, principalmente, garantir atendimento de qualidade para a nossa população. Esse é o grande propósito de todo esse trabalho: transformar a saúde da nossa região e deixar um legado para as próximas gerações”, afirmou.

Segundo Bernardo, a fronteira já se consolidou como um importante polo de formação médica, mas ainda enfrenta limitações relacionadas à infraestrutura hospitalar. Para ele, a criação de uma unidade de alta complexidade permitirá que a região acompanhe o crescimento da formação de profissionais e reduza a necessidade de deslocamento de pacientes para outros centros.

“Formamos médicos, mas agora precisamos garantir o ambiente adequado para que esses profissionais possam se preparar ainda melhor e para que a população tenha acesso a uma saúde mais resolutiva. Não podemos mais aceitar que pacientes precisem ser transferidos para outras cidades por falta de estrutura. A fronteira cresceu e precisa de projetos compatíveis com essa nova realidade”, destacou.

Estudantes destacam benefícios para ensino e atendimento

Entre os participantes estava o acadêmico Guilherme da Silva Nunes, estudante do quinto ano de Medicina da Universidade UPAP, em Pedro Juan Caballero. Prestes a iniciar o internato, ele avaliou que a implantação do hospital representará um avanço tanto para a formação médica quanto para a assistência à população.

“Esse projeto é fundamental para toda a comunidade. Nós acompanhamos a realidade da saúde na fronteira e sabemos da grande demanda por atendimento, por vagas de internato e por espaços adequados para a prática hospitalar. Um hospital-escola como esse vai abrir portas para os estudantes e, principalmente, melhorar o acesso da população aos serviços de saúde”, afirmou.

Na avaliação do estudante, uma estrutura desse porte também contribuirá para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e procedimentos especializados.

“Com uma estrutura desse porte, poderemos oferecer um atendimento mais rápido e eficiente, beneficiando tanto quem precisa de assistência quanto quem está se preparando para cuidar das pessoas no futuro”, acrescentou.

Lideranças reforçam apoio ao projeto

O vereador de Ponta Porã, Edinho, afirmou que a saúde está entre as principais demandas apresentadas pela população e defendeu a implantação do Hospital Binacional como uma solução estruturante para a região.

“A maior procura que chega ao nosso gabinete é justamente na área da saúde. As pessoas esperam por exames, cirurgias e atendimentos especializados. Quando falamos de um Hospital Binacional, estamos falando de uma mudança real na vida das pessoas. Estou ao lado desse projeto porque acredito que ele pode transformar a realidade da nossa fronteira”, declarou.

O guarda municipal Antunes também manifestou apoio à proposta e ressaltou a importância da mobilização regional para viabilizar o empreendimento.

“O Carlos acredita nessa fronteira e conhece a realidade daqui. O Hospital Binacional é um projeto que pode fazer diferença na vida das pessoas. Precisamos unir forças, conversar com a comunidade e mostrar a importância dessa iniciativa para o futuro da nossa região”, afirmou.

Com o crescimento populacional, a expansão das instituições de ensino superior e o aumento da demanda por serviços especializados, o Hospital Binacional de Fronteira é apresentado como um projeto voltado à integração entre assistência médica, formação profissional e desenvolvimento regional, buscando ampliar a capacidade de atendimento e fortalecer a estrutura de saúde da fronteira entre Brasil e Paraguai.

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