Encontro em São Paulo debate comércio recorde de US$ 23,68 bilhões entre Brasil e países árabes; empresário sul-mato-grossense propõe que Estado deixe de ser apenas corredor de cargas
São Paulo (SP) / Dourados (MS) – O empresário e candidato a deputado federal Carlos Bernardo participou nesta segunda-feira (25) da 5ª edição do Fórum Econômico Brasil & Países Árabes, realizado no Renaissance São Paulo Hotel. O evento, promovido pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, tem como tema “Economia Global em Transformação: Nova Agenda Brasil – Países Árabes” e reúne representantes dos 22 países da Liga Árabe.
Para Carlos Bernardo, que acompanhou os painéis sobre comércio internacional, logística, segurança alimentar e corredores econômicos, o encontro mostra o tamanho da oportunidade para Mato Grosso do Sul.
O Brasil vive recorde no comércio com o bloco árabe: foram US$ 23,68 bilhões exportados em 2024, com superávit de US$ 13,5 bilhões. A carne bovina, principal produto de MS, registrou recorde de US$ 1,79 bilhão em vendas para os árabes em 2025. A pauta é puxada por açúcar, proteínas e minério – exatamente o que MS produz.
A defesa central de Carlos Bernardo é que a Rota Bioceânica, que ligará MS ao Pacífico pelos portos do Chile, não pode ser vista apenas como obra de infraestrutura.
“Entendemos que grandes investimentos movimentam transportadoras, prestadores de serviços, comércio e pequenas e médias empresas dos municípios sul-mato-grossenses, fazendo com que o Estado não funcione apenas como território de passagem de cargas”, frisa Carlos Bernardo.
Na prática, o que ele propõe:
Para o Agro: transformar MS em fornecedor estratégico de segurança alimentar para os 500 milhões de habitantes do mundo árabe, avançando na certificação halal (presente no Fórum com a FAMBRAS Halal), na agroindustrialização em Dourados e região e em contratos de longo prazo, reduzindo tempo e custo via saída pelo Pacífico.
Para a Política Local: usar o mandato federal para criar um marco de incentivos para o traçado bioceânico – com distritos industriais, centros de distribuição e desburocratização aduaneira em Porto Murtinho, Dourados e Campo Grande. No pico da obra da Ponte Bioceânica, a projeção já é de 700 empregos diretos.
Carlos Bernardo está em São Paulo para o Fórum e cumpre agenda em Mato Grosso do Sul ainda esta semana.



