Oferta limitada de animais e dificuldade para completar escalas sustentam a arroba em outubro; demanda por carne será decisiva para os próximos movimentos, aponta Cepea
Os preços do boi gordo avançam com mais intensidade que os da carne bovina no atacado da Grande São Paulo nesta parcial de outubro, reduzindo a diferença entre as duas referências. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a oferta restrita de animais terminados continua sustentando a valorização no mercado físico paulista.
A dificuldade dos frigoríficos para completar suas escalas de abate mantém a procura por novas boiadas e favorece os reajustes da arroba. Na comercialização da carne, o ritmo de valorização é menor, aproximando os preços dos dois elos da cadeia.
Oferta restrita sustenta alta do boi gordo
A disponibilidade limitada de animais prontos para abate permanece como um dos principais fatores de sustentação das cotações em São Paulo.
De acordo com o Cepea, os frigoríficos encontram dificuldades para ampliar suas programações, o que contribui para novas altas nas negociações do boi gordo.
A continuidade desse movimento dependerá da oferta de boiadas e da evolução das escalas nas próximas semanas.
Diferença de preços não determina margem dos frigoríficos
A aproximação entre os preços do animal e da carne evidencia uma mudança na relação de valores ao longo da cadeia pecuária. Esse movimento, porém, não permite concluir isoladamente que houve redução da margem frigorífica.
Os pesquisadores do Cepea destacam que a avaliação dos resultados da indústria também exige considerar o rendimento de carcaça, os custos operacionais e as receitas obtidas com os demais produtos do abate.
Assim, a comparação entre as duas referências ajuda a acompanhar o mercado, mas precisa ser complementada por outros indicadores para dimensionar os efeitos sobre a atividade industrial.
Demanda no atacado e escalas orientarão o mercado
A capacidade do atacado de absorver a carne bovina será determinante para os próximos movimentos de preços.
Segundo o Cepea, a demanda típica do último trimestre pode oferecer sustentação ao mercado. A continuidade das altas, entretanto, também dependerá da disponibilidade de animais para abate.
Nesse cenário, oferta de boiadas, duração das escalas e ritmo de comercialização da carne permanecem como os principais pontos de acompanhamento para pecuaristas e frigoríficos.
Fonte: Portal do Agronegócio
