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Arthur Maia vai comandar a CPMI que apura petistas infiltrados no 8 de janeiro

por Alexandro Zinho
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Ao assumir, o parlamentar designou a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) como relatora.

O deputado Arthur Maia (União-BA) vai presidir a CPMI dos atos antidemocráticos (Foto: José Cruz/ABr).

O deputado Arthur Maia (União-BA) foi eleito presidente da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que investigará o ato de 8 de janeiro, que teve a participação de petistas infiltrados e culminou com o vandalismo nos prédios dos poderes, conforme vários vídeos publicados nas redes sociais e também no canal de televisão internacional, a CNN. 

Apesar disso, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, resolveu blindar os militantes de esquerda na tentativa de incriminar apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ao assumir, o parlamentar designou a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) como relatora.

O colegiado também elegeu os senadores Cid Gomes (PDT-CE) e Magno Malta (PL-ES) como vice-presidentes.

Ao assumir a presidência da CPMI, Arthur Maia afirmou que o colegiado investigará o que chamou de “narrativas” sobre os ataques em que o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o STF foram invadidos e depredados em Brasília. 

“Temos a responsabilidade de zelar por esse legado democrático, trazido por tantos homens e mulheres, alguns que perderam a sua vida”, disse. “Não é razoável que não tenhamos vivido aquilo que aconteceu no dia 8 de janeiro, com a invasão da sede dos Três Poderes e aqui a essa Casa, ao Supremo Tribunal Federal, ao Palácio do Planalto, e nada disso seja investigado por esta própria Casa. Sabemos que há uma narrativa de que tudo que aconteceu está envolvido em uma orquestração maior de um possível golpe para interromper a democracia no Brasil. Isso tem que ser investigado, isso não pode passar em branco”, acrescentou o deputado.

Na avaliação do deputado, a diferença dos trabalhos da comissão e as investigações e análises que já acontecem no âmbito do STF é a “transparência”, pois acontecerão “em praça pública”.

“Por outro lado, sei também que existe narrativa de que houve facilitações, enfim. Todos esses discursos existem, e a nós, 64 senadores e deputados, teremos obrigação de, com toda honestidade, colher as provas e fazer isso publicamente, porque afinal de contas o grande mérito dessa CPI é fazer as coisas em ‘praça pública'”, concluiu

A relatora ressaltou a importância do debate para o fortalecimento da democracia no país e a representação feminina na mesa que conduzirá os debates na comissão. Na próxima sessão, a senadora apresentará o plano de trabalho da comissão. As reuniões serão realizadas semanalmente às quintas-feiras, às 9h.

“Houve uma tentativa de golpe, mas não conseguiram. O fato é claro: todos aqui somos contra aquilo que aconteceu, independentemente do que é base ou oposição”, disse.

Com informações: ABr

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