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Agronegócio deverá impulsionar o Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso do Sul, com uma expectativa de crescimento de 5,5% neste ano

por Alexandro Zinho
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De acordo com a última edição da Resenha Regional do Banco do Brasil, divulgada em junho, o PIB do estado deve registrar esse aumento, tornando-se o segundo maior crescimento entre as unidades federativas no país. A única que ultrapassa essa projeção é Mato Grosso, prevista para crescer 6,8% em 2025.

A forte contribuição vem principalmente da agropecuária, que deve apresentar um crescimento de 17,9% na sua participação no PIB estadual em 2025. Quanto aos setores de indústria e serviços, as estimativas apontam para avanços de 2,9% e 3,1%, respectivamente.

O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, destacou que a região Centro-Oeste continua sendo a mais inovadora em termos de potencial econômico.

Mato Grosso e Mato Grosso do Sul lideram esse movimento de expansão econômica na região. O bom desempenho dos setores agrícolas tem impacto positivo também nas indústrias alimentícias e nos serviços ligados à cadeia produtiva do agronegócio. Com um crescimento previsto de 17,9% no PIB agrícola, o Estado destaca-se como líder nacional nesse aspecto.

Verruck lembra que no campo, a última projeção do Projeto SIGA-MS, da Semadesc, executado pela Aprosoja/MS, registrou área de soja de 4,524 milhões de hectares, com uma produtividade média ponderada de 51,78 sacas por hectare, e produção de 14,060 milhões de toneladas.

Para o milho as perspectivas são ainda mais positivas. A estimativa apontou segunda safra de milho superior em comparação ao ciclo anterior, com uma área cultivada de 2,1 milhões de hectares. A produtividade média esperada é de 80,8 sacas por hectare, alinhada ao potencial produtivo observado nas últimas cinco safras do Estado.

Com base nesses números, a expectativa é de uma produção total de 10,2 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 20,6% em relação ao ciclo anterior no Estado.

“O cenário é otimista puxado pelo aumento na produtividade devido às condições climáticas favoráveis e à expansão na área de colheita de grãos, diferente do ano passado. Somos o segundo do país em PIB total e saímos de 4,4% para 5,5% por conta do avanço do agronegócio”, frisou o secretário.

A diversificação de culturas no Estado, até pouco tempo conhecido como produtor do binômio ‘soja e boi’, também foi uma “virada de chave” nas cadeias produtivas estaduais.

“Essa mudança está ajudando a melhorar o resultado da economia estadual. Tivemos nos últimos anos a entrada da citricultura que já tem pelo menos 30 mil hectares de plantio prospectados e em andamento, temos também o crescimento de áreas de amendoim em expansão onde antes havia pastagem degradada”, pontuou Verruck, que completa.

“No amendoim, MS tem 42 mil hectares cultivados e já e o maior produtor do país, superando São Paulo. Toda esta mudança de cultura de plantio abre mais possibilidades para que novos empreendimentos venham para o Estado e gerem mais empregos”.

No setor da indústria, a consolidação do Vale da Celulose, com a operação de quatro fábricas (sendo três em Três Lagoas, uma em Ribas do Rio Pardo), uma em construção em Inocência e outra em processos de licenciamento em Bataguassu, também puxaram o índice de crescimento do PIB.

Pecuária

Na pecuária, os primeiros resultados divulgados pelo IBGE referentes ao primeiro trimestre de 2025, o abate de bovinos, suínos e frangos em Mato Grosso do Sul, assim como em todo o Brasil, registrou um aumento em comparação com o mesmo período de 2024, segundo dados do IBGE. 

O abate de bovinos atingiu 9,87milhões de cabeças, representando um crescimento de 4,6% em relação ao primeiro trimestre de 2024, e um aumento de 1,9% em relação ao trimestre anterior. Além disso, o abate de frangos também apresentou crescimento, com 1,63 bilhão de cabeças abatidas, um aumento de 2,3% em relação ao primeiro trimestre de 2024. 

“Todos estes fatores contribuem para que o MS mantenha o foco de desenvolvimento voltado no Estado multiproteína e na agregação de valor a matéria-prima, industrializando os produtos daqui”, concluiu o secretário Jaime Verruck.

As mais recentes revisões das projeções da produção agrícola feitas pelo IBGE e pela Conab apontam para um cenário amplamente favorável ao agronegócio brasileiro em 2025.

A alta nas estimativas de colheita da soja e do milho da primeira safra – já praticamente encerrada em grande parte do país – e o bom andamento da semeadura do milho da segunda safra sustentam a expectativa de uma safra recorde. Na pecuária, também são esperados resultados positivos, especialmente na produção de aves e suínos.

Embora haja previsão de recuo na produção de bovinos ao longo de 2025, os números do primeiro semestre indicam desempenho mais otimista. Diante desse quadro, a projeção de crescimento do PIB agropecuário foi elevada de 6,0% para 8,2%.

Com informações: Comunicação Semadesc

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