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Advogada cobra da massa falida solução para trabalhadores da São Fernando

por Alexandro Zinho
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A advogada Ethel Eleonora Miguel Fernando reunida com representantes do administrador judicial (Foto: Divulgação).

A advogada Ethel Eleonora Miguel Fernando se reuniu com representantes do escritório Vinicius Coutinho e advogados da massa falida da usina São Fernando Açúcar e Álcool para cobrar celeridade na apresentação do quadro de credores e pagamento dos créditos dos trabalhadores, que esperam desde a falência em junho de 2017. “Não é razoável e muito menos proporcional que somente o administrador judicial esteja recebendo pelo seu trabalho, enquanto mais de 3 mil pais e mães de família esperam pelos seus direitos”, ponderou a advogada, que se reuniu com o administrador judicial na tarde de quinta-feira, 31 de agosto, em Campo Grande.

A reunião aconteceu um dia após a imprensa noticiar que o escritório Vinicius Coutinho já recebeu mais de R$ 20 milhões em honorários desde 2013, quando a São Fernando entrou em recuperação judicial. “Somente após a decretação da falência, o administrador judicial recebeu mais de R$ 13 milhões em honorários”, observa a advogada. “Não somos contra o pagamento para o administrador judicial, já que ele trabalhou e fez jus ao recebimento, o que não concordamos é que somente ele continue recebendo enquanto mais de 3 mil trabalhadores aguardam l desfecho desse imbróglio judicial”, completou Ethel.
Na reunião, a advogada cobrou do administrador judicial uma posição favorável aos trabalhadores. “Eles apresentaram alguns impedimentos para a definição do quadro de credores, entre eles petições do Banco Bradesco querendo se posicionar como prioritário para recebimento, bem como julgamento de impugações dentro do próprio processo de falência e ainda o julgamento de cerca de 40 ações trabalhistas distribuídas após a falência”, explica Ethel Eleonora.

Representante de uma parte considerável das ações contra a São Fernando Açúcar e Álcool, a advogada disse que fará tudo que for possível para impedir prejuízos aos trabalhadores, justamente a parte mais sensível nessa batalha judicial. “Contamos com o bom senso de todos os agentes envolvidos, sobretudo o Judiciário e o Ministério Público para assegurar que os trabalhadores da usina recebam o que lhes é de direito”, argumentou.

Ethel Eleonora Miguel Fernando voltou de Campo Grande com a certeza que a situação ainda vai durar um tempo para um desfecho, sobretudo porque os credores estão usando de todas as armas jurídicas para receber. “O cobertor é curto, ou seja, o dinheiro em caixa é insuficiente para pagar todos os credores, mas nossa defesa seguirá no sentido de se priorizar os trabalhadores e encontrar uma forma de garantir o direito deles”, finalizou a advogada.

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