Home Bastidores “Volta do imposto sindical mostra visão velha”, diz Míriam Leitão

“Volta do imposto sindical mostra visão velha”, diz Míriam Leitão

por Alexandro Zinho
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Jornalista criticou intenção do governo Lula em sua coluna no jornal O Globo.

Nesta segunda-feira (21), em publicação no jornal O Globo, Míriam Leitão disse que a “volta do imposto sindical mostra visão velha do trabalho no Ministério de Marinho”.

O Ministério do Trabalho do governo Lula (PT) pretende ressuscitar um dos pontos mais polêmicos da última reforma trabalhista: a contribuição sindical obrigatória. Desde 2017, quando a reforma entrou em vigor, a contribuição passou a ser opcional. Mas, antes disso, o valor era descontado anualmente e equivalia a um dia de trabalho.

A nova contribuição sindical proposta pelo governo Lula, porém, deve ser turbinada e pode chegar ao equivalente a até três dias de trabalho, segundo especialistas.

A jornalista, apesar de histórica inclinação às pautas de esquerda, não escondeu seu descontentamento com a medida.

Leitão relembrou que no governo Temer o imposto sindical deixou de ser obrigatório, alteração feita pelo Congresso Nacional, por intermédio da reforma trabalhista.

– Ou seja, o trabalhador passou a poder escolher se desejava ou não fazer essa contribuição. Com isso, o financiamento para sindicatos caiu de quase R$ 4 bilhões para R$ 600 milhões – pontuou.

Para a colunista, “a relação entre sindicato e sindicalizado tem que ser voluntária, até para haver interesse do sindicato em buscar o sindicalizado”.

– A contribuição que é proposta hoje pelo Ministério do Trabalho é de um por cento do rendimento anual do trabalhador, valor que poderia corresponder, em vez de um dia de trabalho que se tinha no passado, a três dias e meio. Ou seja, se propõe não só a mesma política anterior, que foi rejeitada pelos trabalhadores – já que houve queda brusca da arrecadação – como um forte aumento – observou.

Lula tem íntima relação com sindicalistas – berço que o projetou na política -, grupo que compõe sua base de apoio eleitoral e, agora, precisa mover moinhos para satisfazer as expectativas de quem o ajudou em campanha, visando contrapartidas.

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