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Tecnologia: GPT-4 dá sinais de ser inteligência artificial com ‘capacidade humana’, diz Microsoft

por Alexandro Zinho
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Embora a OpenAI afirme que o GPT-4, novo “cérebro” do ChatGPT, seja “limitado”, um grupo de pesquisadores em inteligência artificial (IA)da Microsoft publicou na semana passada um artigo no qual afirmam que o modelo dá sinais de ser uma forma primitiva de inteligência artificial geral (AGI, na sigla em inglês). Isso significa que os pesquisadores acreditam que o GPT-4 exibe habilidades sobre-humanas em diferentes áreas do conhecimento. 

Batizado de “Fagulhas de Inteligência Artificial Geral: Primeiros Experimentos com o GPT-4″, o trabalho levanta diferentes questionamentos. O primeiro é que ele ainda está em fase de “pré-print”, ou seja, precisa ser avaliado por outros pesquisadores independentes. O segundo é que os autores da pesquisa são ligados à Microsoft, gigante que já investiu US$ 13 bilhões (e espera retorno de US$ 92 bilhões) na OpenAI – a companhia fundada por Bill Gates está inundando seus produtos com o GPT-4, como o buscador Bing.

Até aqui, sistemas de IA são agrupados numa categoria conhecida como “inteligência artificial específica” (narrow AI, em inglês), o que significa que elas são boas em tarefas bastante restritas. Por outro lado, uma AGI significa uma classe de sistemas com excelente performance em diferentes tarefas – é algo mais próximo daquilo que a ficção científica costuma retratar. Os pesquisadores da Microsoft entendem AGI como um sistema capaz raciocinar, planejar, resolver problemas, pensar de forma abstrata, compreender ideias complexas e aprender com experiências.

“Dada a amplitude e a profundidade das habilidades do GPT-4, acreditamos que ele poderia razoavelmente ser visto como uma versão inicial (ainda que incompleta) de um sistema AGI”, afirmaram eles. 

Para chegar a conclusão, eles propuseram uma série de testes. Entre eles estão criar uma prova matemática por meio de rimas de que existem infinitos números primos – o que o sistema conseguiu fazer. O GPT-4 também teve aproveitamento de 80% no exame de licença médica dos EUA e 70% na “prova da OAB” dos EUA. Também teve eficiência de 100% no teste que a Amazon aplica a desenvolvedores de software, usando quatro minutos das duas horas possíveis. 

“Demonstramos que, além de dominar a linguagem, o GPT-4 pode resolver tarefas originais e difíceis, que incluem matemática, criação de código, visão, medicina, direito, psicologia e mais, sem a necessidade de comandos especiais”, diz o artigo.

Com Informações: Estadão

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