Home Bastidores Projeto sobre prisão em 2ª instância pode avançar no Senado a pedido de Moro

Projeto sobre prisão em 2ª instância pode avançar no Senado a pedido de Moro

por Alexandro Zinho
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O projeto é uma bandeira defendida pelo senador desde quando foi ministro da Justiça.

Sérgio Moro durante sua posse no Senado (Foto: Divulgação).

O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) conseguiu as assinaturas para pedir o desarquivamento da proposta que trata de prisão imediata após condenação em segunda instância.

Em 2019, por 6 votos a 5, o STF (Supremo Tribunal Federal) voltou a barrar a prisão de condenados logo após a segunda instância, instrumento defendido pelo ex-ministro da Justiça. A decisão, na ocasião, permitiu a soltura do agora presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A proposta de alterar o Código de Processo Penal para disciplinar a prisão em segunda instância foi desmembrada do pacote anticrime que Moro apresentou quando era ministro de Jair Bolsonaro (PL).

Como informou a coluna Painel na semana passada, Moro apresentou um requerimento para desarquivar o projeto.

Todas as propostas não apreciadas são arquivadas de uma legislatura para outra. Para destravar o projeto, Moro conseguiu o apoio de 27 senadores — primeira vitória política do senador.

Agora, o requerimento de desarquivamento precisa ser votado pelo plenário do Senado, onde precisa de maioria simples.

O projeto chegou a ser aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado no fim de 2019 e aguardava para ser votado no plenário da Casa.

“Agora temos um desafio maior, que é levar o projeto de lei ao plenário e ter aprovação. Mas é preciso estudar o melhor momento político para isso”, afirmou Moro.

Na Câmara, foi criada uma comissão especial para debater o assunto, mas o relatório final também não chegou ao plenário.

Recém-empossado deputado federal, o ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol (PR) também tem feito movimentos na Câmara para destravar esse tema na Casa. 

Ele apresentou um pedido para a criação de uma comissão para discutir a prisão após condenação em segunda instância. Com informações da Folha de São Paulo.

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