O mês de conscientização é importante para evitar a estigmatização da doença, conheça esse tipo de câncer, suas origens e os tipos, além dos sintomas capazes de denunciar a doença.

Ao longo deste mês, a campanha Fevereiro Laranja busca conscientizar a população sobre a leucemia.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer, no período de 2020 a 2022, a previsão no Brasil é de mais de 10 mil casos de linfoma diagnosticados.
“A leucemia é um tipo de câncer que vai afetar a medula óssea, que é como uma fábrica do nosso sangue, e leva à produção de células doentes e falta de produção de células normais”.
Dessa forma, isso pode causar anemia, baixa de glóbulos brancos, baixa imunidade e número de plaquetas, além de hemorragias.
De acordo com Baiocchi, que é professor do departamento de Oncologia da Unifesp, há basicamente dois tipos da doença.
“A leucemia com início rápido e agressivo, com infecções e eventos hemorrágicos, e a crônica, que tem tempo mais lento de manifestação.”
O número de casos novos de leucemia esperados para o Brasil para cada ano do triênio 2020/2022 é de 5 920 em homens e de 4 890 em mulheres — valores que correspondem a um risco estimado de 5,67 casos novos a cada 100 mil homens, e 4,56 para cada 100 mil mulheres.
A taxa de letalidade da doença é de 40%, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca).
Entre os sintomas, estão fadiga, fraqueza, anemia, perda de peso e apetite, além de história recente de infecções, pneumonia, aftas na boca e hemorragias, como sangue após escovar os dentes.

O oncologista destaca que a doença “não tem fator de risco, e, portanto, não há como prevenir, a não ser com a conscientização sobre o assunto.”
“É uma doença estigmatizante, mas, se identificada precocemente, as taxas de cura aumentam, por isso é importante uma campanha como Fevereiro Laranja”, completou.
Causas
As causas da leucemia ainda são desconhecidas, mas alguns fatores de risco têm sido associados à doença, como exposição à radiação ionizante e a produtos químicos diversos durante a gestação ou durante o começo da infância, além de anomalias cromossômicas (fatores genéticos), como síndrome de Down, síndrome de Bloom e anemia de Fanconi.
Tipos de leucemia
A leucemia apresenta diferentes classificações, que variam de acordo com a evolução e os tipos de glóbulos brancos afetados. A leucemia que atinge as células linfoides é chamada de leucemia linfoide, já a que atinge as células mieloides é conhecida como leucemia mieloide.
Com relação à rapidez com que a doença evolui, essas classificações se subdividem em agudas – quando se agravam rapidamente – e crônicas – quando evoluem de forma mais lenta. A leucemia linfoide aguda, por exemplo, é mais frequente entre crianças. Já leucemia linfoide crônica é comum em pessoas a partir dos 55 anos.
Principais sinais e sintomas
Os principais sinais da leucemia são consequências das falhas nos elementos sanguíneos:
- Anemia – sinal da deficiência da ação ou produção dos glóbulos vermelhos;
- Infecções frequentes – consequência da produção de glóbulos brancos doentes;
- Sangramentos das gengivas e pelo nariz, manchas roxas na pele ou pontos vermelhos sob a pele – resultado da deficiência da ação ou produção de plaquetas.
Outros sintomas comuns da leucemia:
- Gânglios linfáticos inchados, principalmente na região do pescoço e das axilas;
- Febre ou suores noturnos;
- Perda de peso sem motivo aparente;
- Desconforto abdominal (provocado pelo inchaço do baço ou fígado);
- Dores nos ossos e articulações.
Geralmente, a leucemia do tipo crônica pode demorar a manifestar sintomas. Já com relação à leucemia aguda, os sintomas surgem mais rapidamente e são mais agressivos.
Diagnóstico
Um simples exame de sangue de rotina pode sugerir a doença. No entanto, o diagnóstico é confirmado por meio do mielograma, exame em que se coleta um pouco do material da medula óssea para examinar a células que estão presentes ali.
Tratamento
Alguns casos de leucemia têm cura, mas isso dependerá de uma série de fatores, entre eles os tipos de células afetadas e o tempo em que a doença levou para ser diagnosticada. O tratamento, normalmente, é feito por meio da associação de medicamentos (poliquimioterapia), e ocorre em etapas.
Em alguns casos, pessoas com leucemia podem se beneficiar do transplante de medula óssea. Esse procedimento representa uma evolução no tratamento da doença e pode levar muitas esperanças àqueles que lutam contra ela. Se você tem interesse em ser um doador, entre em contato com o hemocentro mais próximo.
