Representação diz que peça publicitária era descontextualizada e ofensiva à imagem do presidente da República.

A ministra Maria Claudia Bucchianeri, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou, nesta segunda-feira (17), a suspensão de uma propaganda da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que mostra que o presidente Jair Bolsonaro (PL) seria defensor do aborto do filho, ter armado a milícia e praticado atos de corrupção.
Bucchianeri analisou uma representação apresentada pela campanha de Bolsonaro.
Segundo o documento, foi veiculada, durante o horário eleitoral gratuito, por 28 vezes, em 13 de outubro, inserção de 30 segundos com “propaganda fortemente descontextualizada e ofensiva à imagem e honra do candidato à presidência da República Jair Messias Bolsonaro”.
A magistrada lembrou que o Plenário do TSE, considerando o peculiar contexto inerente às eleições de 2022, com “grande polarização ideológica, intensificada pelas redes sociais”, firmou orientação no sentido de uma “atuação profilática da Justiça Eleitoral”, em especial no que concerne a qualquer tipo de comportamento passível de ser enquadrado como desinformativo.
Ainda de acordo com Bucchianeri, no caso em análise, é público e notório que o candidato Jair Messias Bolsonaro possui posicionamento abertamente contrário ao aborto.
“Ademais, em momento nenhum, na antiga declaração prestada sobre o assunto, o candidato jamais afirmou que estaria disposto ou que “poderia abortar o próprio filho”, afirmou.
A campanha de Lula foi acionada, mas ainda não se manifestou.
Fonte: CNN
