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Lula diz que igreja não pode ter partido, e Bolsonaro exalta “maioria cristã”

por Alexandro Zinho
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Durante evento no Pará, petista afirma que governo deve respeitar todas as religiões; presidente disse que não admitirá “retrocessos” contra religiosos.

Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL) (Arte: Divulgação).

Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), que lideram as pesquisas de intenção de voto segundo o agregador de pesquisa CNN/Locomotiva, abordaram nesta sexta-feira (2) o tema da religião durante eventos de campanha. Lula defendeu um Estado laico, enquanto Bolsonaro exaltou o cristianismo.

Durante um encontro com “povos da floresta e das águas”, em Belém, no Pará, o petista destacou que, apesar de católico, irá respeitar todas as religiões, caso eleito. “Todo mundo tem direito de crer no seu Deus e professar a sua fé”, disse.

O ex-presidente ainda defendeu que as igrejas não manifestem posicionamento político. “Eu sou católico e acho que, da mesma forma que o Estado não pode ter religião, a igreja não pode ter partido”, pontuou.

Ele lembrou que foi durante o seu governo, em 2003, que foi criada a Lei de Liberdade Religiosa, que prevê que “são livres a criação, a organização, a estruturação interna e o funcionamento das organizações religiosas”.

Lula também afirmou que a Marcha Para Jesus foi criada durante o seu mandato. O movimento foi lançado por lideranças evangélicas, mas o dia em que ela é realizada foi instituído pelo governo do petista, em 2009.

Recentemente, notícias falsas afirmam que o ex-presidente fechará igrejas caso vença as eleições de outubro.

Bolsonaro exalta “maioria cristã”

Bolsonaro também falou sobre a temática religiosa nesta sexta-feira, durante discurso na feira de agronegócio Expointer, em Esteio, no Rio Grande do Sul. Ele disse que a tradição do país é judaico-cristã e que não admitirá “retrocesso”.

“As nossas cores são as verdes e amarelas e a nossa tradição é a judaico-cristã. Nosso país é majoritariamente de cristãos e não admitiremos qualquer retrocesso nessa área, porque temos um povo e Deus ao nosso lado”, declarou.

O presidente ainda afirmou defender a família e ser contra a liberação de drogas, legalização do aborto e o que chamou de “ideologia de gênero”.

“Vocês sabem que a família é importantíssima para qualquer sociedade. Nós defendemos a família, não aceitamos discutir liberação de drogas, respeitamos a vida desde a sua concepção e não admitimos a ideologia de gênero”, disse.

Pesquisa Genial/Quaest publicada na quarta-feira (31) mostrou o presidente com 51% das intenções de voto entre os eleitores evangélicos. Já Lula aparece com 27%. Em aceno a esse público, o petista agendou um encontro com lideranças religiosas em 8 de setembro, no Rio.

Fonte: CNN

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