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Partido de Bolsonaro e coligação de Lula lideram em número de candidatos

por Alexandro Zinho
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Dados parciais apontam que PL é o partido com mais pedidos de registro; dentre os presidenciáveis, a coligação de Lula tem a maior quantidade de partidos e candidaturas.

O Partido Liberal, partido de Jair Bolsonaro, é a legenda com o maior número de candidatos nas eleições deste ano, são 1.578. Os dados parciais constam na plataforma Divulgacand, do Tribunal Superior Eleitoral, com base nos pedidos de registro até terça-feira (16). Segunda-feira (15) foi o último dia para os partidos registrarem seus candidatos.

Em seguida, vêm União Brasil, com 1.492; Republicanos, com 1.423; MDB, com 1.359; e PP, com 1.324. Do outro lado, a Unidade Popular (UP) é a legenda que registrou menos candidaturas, 60.

O partido com o maior número de candidaturas a governos estaduais é o PSOL, com 20.

Nestas eleições, as siglas com mais candidatos a governador são PSOL, PSTU, PCO, PL e PT, com 20, 17, 15, 14 e 13, respectivamente. Avante e PC do B não apresentaram nenhum registro para o cargo. Cidadania e Rede têm um candidato, e o Patriota, dois.

O PSOL também lidera em candidaturas ao Senado, com 20. Na sequência, vêm o PL, com 17; PSTU, com 14; PP, com 13; e PCO, também com 13. O Cidadania não registrou candidato a senador.

Na disputa pela Câmara dos Deputados, o Republicanos lidera em número de candidaturas, com 518. O União Brasil é o segundo colocado, com 506 pedidos, e o PL 502. O PP teve 501 registros, e o Podemos, 489.

O PL é o partido com o maior número de candidatos a deputado estadual, são 974 em todo o país. Em seguida, vêm o União Brasil com 911 e o Republicanos, com 858 registros. O MDB e o PDT também apresentaram alto índice de postulantes, com 809 e 767, respectivamente.

Segundo Fernando Meirelles, cientista político da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), um dos motivos para o PL ter um alto número de candidaturas é a migração de bolsonaristas para a legenda, depois da filiação de Bolsonaro.

“O PL é, por si só, uma legenda muito grande e, por ser uma legenda do Centrão, conseguiu se beneficiar do orçamento secreto e com fundo partidário, então tem recursos para lançar nomes competitivos. Mas o PL tem principalmente o fator Bolsonaro, de muita gente esperar que Bolsonaro vai conseguir levar junto consigo mais gente”, diz o cientista político.

Coligações

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o candidato à Presidência com o maior número de candidatos em sua coligação, são 8.259. Ao todo, nove legendas apoiam o petista: PC do B e PV, que fazem parte da federação “Brasil da Esperança” junto com o PT, Solidariedade, PSOL, Rede, PSB, Agir, Avante e Pros.

A senadora Simone Tebet (MDB) é a segunda no ranking. Ela tem a seu favor, além da sua sigla, a federação PSDB-Cidadania e o Podemos. A coligação registrou 3.933 candidaturas no total.

Jair Bolsonaro, em terceiro lugar, tem o PP e o Republicanos ao seu lado; Junto com o PL, a coligação soma 4.325 registros.

De acordo com Meirelles, com as novas regras de federação e do cálculo de sobra, “é uma boa estratégia” reunir um número menor de candidaturas, desde que elas tenham grande potencial de conquistar votos.

“Digamos que é uma adaptação. O PT lança menos candidatos, mas em muitos estados são nomes competitivos de quem já foi candidato, já ocupou cargos executivos, Senado e Governo do Estado. É numa lógica também de privilegiar a disputa nacional, a presidência. E dentro dos Estados com os outros partidos conciliando interesses para as disputas regionais”, complementa.

Evolução histórica

O PL teve, esse ano, o maior número de inscritos desde o início da série histórica disponível no DivulgaCandContas. – 1.578, segundo os dados parciais de 2022. Isso representa um aumento de 381% em relação a 1994, quando o partido teve apenas 328 candidatos.

Se comparado com os números de 2018, com 721 registros, o partido apresenta um crescimento de 118%. Logo atrás do PL, está o União Brasil – fusão do DEM com PSL, com 1.492 registros.

Já o PT registrou 1.105 candidaturas para as eleições deste ano. Em 2002, ano em que Lula foi eleito presidente pela primeira vez, o partido teve o maior número de inscritos no TSE: 1.582.

Uma queda significativa também foi registrada no PSDB, que apresentou o maior índice de candidaturas em 1998, com 1.282 pedidos. Desde 2018, esse número vem caindo – foi de 952 para 936 este ano. Já o MDB – antigo PMDB – se mantém nos primeiros lugares desde 1994. Para as eleições deste ano, a legenda tem 1.359 registros.

Gabriela Ghiraldelli, Salma Freua e Luana Cataldi da CNN em São Paulo
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