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PT aposta em sociedade civil para conter estratégia de Bolsonaro com urnas

por Alexandro Zinho
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Avaliação é de que a questão extrapola o debate eleitoral entre Lula e o presidente e virou algo suprapartidário.

Coordenadores da campanha de Lula com que a CNN conversou apontam que a mobilização da sociedade civil para que haja respeito aos resultados das eleições é o melhor caminho para conter a estratégia do presidente Jair Bolsonaro de contestar uma eventual derrota nas urnas.

A avaliação é de que a questão extrapola o debate eleitoral entre Lula e Bolsonaro e virou algo suprapartidário em que cabe principalmente a sociedade civil se mobilizar para defender seu processo eleitoral.

“A questão do respeito ao resultado não é apenas uma disputa entre Bolsonaro e Lula mas uma questão que envolve um patrimônio da sociedade civil. E já houve nesses dias uma mobilização por parte da sociedade civil nesse sentido que é o caminho ideal. Quem tem de estar à frente não são os partidos nem os candidatos, mas a sociedade civil”, afirmou à CNN o deputado federal Alexandre Padilha.

Para o ex-governador Wellington Dias, um dos coordenadores políticos da campanha, a posição do Congresso nesses dias também é relevante uma vez que parlamentares são eleitos pelo atual modelo.

“Há um movimento em defesa da democracia que engloba líderes dos vários poderes e níveis de governos e ainda uma articulação com o setor privado. Mas uma das referências na linha de frente é o presidente do Congresso”, disse.

Sob reserva, outras lideranças do partido também afirmaram que o caminho ideal é deixar que a própria sociedade civil se mobilize em defesa do modelo, o que de fato vem acontecendo desde a reunião de Bolsonaro com embaixadores na segunda-feira.

Mais de 70 entidades em diversas áreas reafirmaram a confiança no processo eleitoral e a necessidade do respeito às urnas. Além disso, como revelou a CNN, a principal entidade empresarial do país também incluiu em seu documento com propostas aos presidenciáveis a necessidade de compromisso com a democracia e o resultado eleitoral.

A CNN também mostrou que um ato, que envolve empresários, entidades civis e jurídicas, está sendo organizado para o dia 11 de agosto da Faculdade de Direito da USP.

O comando da campanha petista avalia que a fala de Bolsonaro acabou gerando uma coalizão informal que de certo modo acabou sendo positiva para Lula, uma vez que fez com que o setor privado, que tem resistência a um novo governo do petista, posicionou-se claramente em favor do respeito ao resultado eleitoral. Na visão de lideranças petistas, o movimento acabou por afastar empresários de Bolsonaro.

Petistas, contudo, avaliam que ainda é preciso trabalhar a campanha como se fosse uma eleição perdida, o que significa ampliar a mobilização nas ruas, inclusive do próprio Lula. Até para se contrapor às manifestações que estão sendo organizadas pelos bolsonaristas, agendadas para o dia 31 de julho e para o dia 7 de setembro.

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