Grupo organizou abaixo-assinado pedindo para o colegiado agilizar análise do Contrato de Gestão da Fundação de Serviços de Saúde com o município de Dourados; presidente do Conselho estabeleceu prazo de 30 dias para deliberar sobre documento.

Liderados pela farmacêutica Ana Paula Albertoni, um grupo de trabalhadores da Fundação de Serviços de Saúde (Funsaud) de Dourados está cobrando do Conselho Municipal de Saúde maior agilidade na análise e deliberação do Contrato de Gestão que a Prefeitura de Dourados está firmando com a Funsaud. A assinatura do contrato é o primeiro passo para correção dos salários dos profissionais que trabalham no Hospital da Vida e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), ambas administradas pela Funsaud.
Os trabalhadores acusam o enfermeiro Genivaldo Dias da Silva, presidente do Conselho Municipal de Saúde, de retardar a análise do Contrato de Gestão, o que estaria impedindo o reajuste salarial da categoria. “No dia 8 de junho 2022, os membros do Conselho Municipal de Saúde se reuniram para aprovar o Contrato de Gestão da Funsaud, só que o colegiado pediu prazo de 30 dias para poder analisar esse contrato, para somente depois definir a data de votação e aprovação”, ressalta Ana Paula Albertoni. “Eles poderiam fazer isso em uma semana, de forma que consideramos exagerado o prazo de 30 dias”, completa.
Para tentar sensibilizar os membros do Conselho Municipal de Saúde, os trabalhadores organizaram um abaixo-assinado e encaminharam ao colegiado. “O nosso aumento salarial depende da aprovação desse contrato de gestão, de forma que sem a aprovação urgente não vamos conseguir ter o tão esperado reajuste salarial”, desabafa Ana Paula Albertoni. “Estamos há mais de 4 anos sem qualquer reajuste nos nossos vencimentos e agora que a oportunidade surge o Conselho Municipal de Saúde decide estabelecer um prazo tão longo para analisar o Contrato de Gestão”, reclama.
OUTRO LADO Procurado pela reportagem o enfermeiro Genivaldo Dias da Silva, presidente do Conselho Municipal de Saúde, se limitou a enviar o seguinte texto: “Todo serviço SUS se dá em rede de assistência. O instrumento utilizado é o contrato de gestão. O CMS é deliberativo e fiscalizador dos recursos SUS. O contrato não passou pela comissão de controle e avaliação do CMS. Porém, os trabalhadores protocolaram um abaixo assinado pedindo maior celeridade da comissão”.
