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Covid: mulher ‘bate recorde’ com duas infecções em 20 dias

por Alexandro Zinho
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Uma profissional de saúde na Espanha, de 31 anos, pegou covid duas vezes em um intervalo de apenas 20 dias — o espaço de tempo mais curto entre infecções já detectado, segundo pesquisadores espanhóis.

Testes mostram que a mulher foi infectada com duas variantes diferentes — delta no final de dezembro e ômicron em janeiro.

Isso mostra, segundo os pesquisadores, que pessoas que tiveram covid não podem considerar que estão protegidas contra a reinfecção, mesmo que também estejam vacinadas. Porém, eles destacam que a vacinação e uma infecção anterior parecem aumentar a proteção contra doenças graves e hospitalização em pessoas com ômicron.

É difícil saber exatamente quantas pessoas se reinfectaram com covid durante a pandemia, porque apenas o sequenciamento completo do genoma pode confirmar que as infecções são causadas por diferentes cepas.

No Reino Unido, autoridades classificam reinfecções como casos em que uma pessoa recebe testes positivos em um intervalo de no mínimo 90 dias. Com base nessa definição, as autoridades de saúde dizem que quase 900 mil pessoas foram potencialmente infectadas duas vezes com covid até o início de abril.

A espanhola não teve nenhum sintoma após seu primeiro teste de PCR positivo, mas menos de três semanas depois ela teve tosse e febre, que a levaram a fazer outro teste.

Quando os testes foram analisados mais a fundo, eles mostraram que a paciente havia sido infectado por duas cepas diferentes de coronavírus.

Em uma apresentação no Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas, a autora do estudo, Gemma Recio, disse que o caso mostra que a ômicron consegue “driblar a imunidade anterior adquirida de uma infecção natural com outras variantes ou de vacinas”.

“Em outras palavras, as pessoas que tiveram covid-19 não podem presumir que estão protegidas contra a reinfecção, mesmo que tenham sido totalmente vacinadas”, diz Recio, do Institut Catala de Salut, Tarragona, na Espanha.

“No entanto, tanto a infecção anterior com outras variantes quanto a vacinação parecem proteger parcialmente contra doenças graves e hospitalização em pessoas com ômicron.”

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