Home Agronegócio Preços do boi seguem acomodados no Brasil, com escalas de abates confortáveis

Preços do boi seguem acomodados no Brasil, com escalas de abates confortáveis

por administrador
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O mercado físico do boi gordo registrou um cenário de acomodação nos preços ao longo da semana. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, o posicionamento mais confortável das escalas de abate por parte dos frigoríficos, especialmente os de maior porte, contribuiu para esse movimento.

Segundo Iglesias, o movimento do mercado futuro ainda chama a atenção, com importante descolamento dos preços entre o mercado físico e os contratos setembro, outubro, novembro e dezembro operando em patamares firmes. “O motivo da alta expressiva ao longo da semana ainda são especulações ligadas à China, com um possível retorno precoce fazendo uso de rotas marítimas mais extensas. Do ponto de vista da logística, parece pouco provável que essa movimentação aconteça considerando o adicional de custos envolvidos”, avalia.

Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 10 de setembro:

* São Paulo (Capital) – R$ 340,00 a arroba, queda de 1,45% frente aos R$ 345,00 praticados no final da semana passada.

* Goiás (Goiânia) – R$ 330,00 a arroba, baixa de 1,49% frente aos R$ 335,00 registrados no final da última semana.

* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 335,00 a arroba, inalterado frente ao final da semana passada.

* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 335,00 a arroba, perda de 2,90% frente aos R$ 345,00 registrados no encerramento da última semana.

* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 330,00 a arroba, estável ante a última semana.

* Rondônia (Vilhena) – R$ 333,00 a arroba, sem mudanças em relação ao final da semana passada.

Atacado

Conforme Iglesias, o mercado atacadista registrou uma semana de alta nas cotações para os cortes do traseiro bovino. A entrada dos salários na economia e a aceleração da reposição entre o atacado e o varejo contribuiu para sustentar os preços.

Ainda assim, a carne bovina segue enfrentando forte concorrência da carne de frango e dos ovos, produtos que apresentam maior competitividade no atual ambiente de consumo. O mês de setembro tende a permanecer desafiador para as vendas, considerando a escassez de datas comemorativas e eventos capazes de impulsionar a demanda.

O quarto do traseiro bovino foi precificado a R$ 26,50 por quilo, alta de 1,92% ante os R$ 26,00 registrados no final da semana passada. Já o corte do quarto do dianteiro do boi foi cotado a R$ 19,00 por quilo, queda de 5,00% ante os R$ 20,00 praticados no fechamento da última semana.

Exportações

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 249,076 milhões em setembro (4 dias úteis), com média diária de US$ 62,269 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 40,582 mil toneladas, com média diária de 10,145 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.137,60.

Em relação a setembro de 2025, houve baixa de 22,5% no valor médio diário da exportação, queda de 29,1% na quantidade média diária exportada e avanço de 9,3% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Com informações: Agência Safras

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