Visita a dona Lurdes e dona Zeza neste domingo resgatou fase pouco conhecida de Bernardo, quando ainda começava e contava com a solidariedade dos vizinhos para seguir trabalhando
NOVA ANDRADINA – Há cerca de 30 anos, bem antes da trajetória empresarial que o tornaria conhecido, Carlos Bernardo era apenas um jovem tentando a vida no rádio em Nova Andradina. A estrutura era tão improvisada que não havia torre, nem estúdio adequado. A antena da emissora ficava fincada no quintal da vizinha, dona Lurdes.
Era na casa dela e da vizinha, dona Zeza, que ele e o irmão também encontravam algo que ia além do trabalho: comida na mesa e acolhimento.
Neste domingo, 30 anos depois, os dois se reencontraram. O que era para ser uma visita rápida se transformou em um resgate emocionante de uma fase pouco conhecida de sua história.
O reencontro trouxe à tona as memórias de um tempo de dificuldade, de começar do zero e de contar com a solidariedade de quem estava por perto.
“Eles iam até comer lá em casa. São pessoas que moram no coração”, lembra dona Lurdes, emocionada, ao rever Bernardo.
Mais do que a nostalgia, a conversa revisitou temas que marcaram aquele período e que continuam atuais: a luta para garantir renda, o esforço para construir a vida com poucos recursos e o valor de uma rede de apoio.
Assuntos que, segundo quem acompanhou a visita, hoje aparecem de forma natural nas propostas que Carlos Bernardo tem apresentado — geração de empregos, qualificação profissional e fortalecimento da saúde no interior, justamente por conhecer na pele as dificuldades de quem está começando.
O contraste é o que torna a pauta ainda mais forte: o jovem que dependia do quintal emprestado para colocar a rádio no ar e da comida partilhada na casa da vizinha, e o homem que, três décadas depois, volta ao mesmo endereço não para pedir, mas para agradecer.
É uma história de personagens reais, de memória, de gratidão e do interior que acolhe e forma quem um dia precisou ir além.

