Home Agronegócio “Localização, sozinha, não produz desenvolvimento”, afirma Carlos Bernardo

“Localização, sozinha, não produz desenvolvimento”, afirma Carlos Bernardo

por Alexandro Zinho
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Empresário e candidato a deputado federal afirma que infraestrutura, transporte, empresas e qualificação profissional precisam avançar juntos para ampliar as oportunidades no Estado

O empresário e candidato a deputado federal Carlos Bernardo defendeu, durante encontro com empresários e profissionais do setor de transportes, que a logística deve ocupar posição estratégica na política de desenvolvimento de Mato Grosso do Sul. Para ele, investimentos em infraestrutura, transporte e atração de empresas precisam caminhar de forma integrada para gerar emprego, renda e novas oportunidades no Estado.

Bernardo participou, na noite de quarta-feira (19), em Dourados, de um jantar promovido pelo Consórcio Nacional DAF, a convite da Caiobá Trucks. Cliente da marca no segmento de transportes, o empresário aproveitou o encontro para apresentar uma das principais linhas de seu projeto para Mato Grosso do Sul: aproveitar a localização estratégica do Estado para ampliar a atividade econômica e fortalecer as cadeias produtivas locais.

A relação de Bernardo com o setor de transporte também é empresarial. Ele é proprietário da Transporte Interamericano e afirma que entre 70% e 80% de sua frota é composta por caminhões DAF. Segundo o empresário, a experiência acumulada no setor permite compreender, na prática, os desafios relacionados ao planejamento, à renovação de frota, à segurança e à expansão das operações.

Ao comentar a participação no Consórcio Nacional DAF, Bernardo destacou a importância do planejamento para a realização de investimentos.

“Se souber fazer bem feito, de forma organizada e programada, é um bom investimento. O negócio que eu tenho com a DAF é bem organizado. Estou muito satisfeito”, afirmou.

O Consórcio Nacional DAF é resultado de uma parceria entre a fabricante de caminhões e a Randon Consórcios e oferece uma alternativa para aquisição, ampliação e renovação de frotas. Em Dourados, a Caiobá Trucks está instalada às margens da BR-163, uma das principais rodovias utilizadas para o transporte e o escoamento da produção sul-mato-grossense.

Logística como política de desenvolvimento

Na avaliação de Carlos Bernardo, discutir transporte e logística significa também discutir a capacidade de Mato Grosso do Sul de atrair empresas, ampliar a competitividade e gerar empregos.

Essa visão faz parte do projeto político apresentado pelo empresário, que defende a infraestrutura logística como um dos pilares da política de desenvolvimento econômico. A proposta inclui aproximar investimentos privados das cadeias locais de fornecedores e ampliar os efeitos econômicos dos grandes empreendimentos.

A ideia é que os investimentos não se limitem às empresas responsáveis pelos projetos, mas movimentem também transportadoras, oficinas, fornecedores de peças, prestadores de serviços, comércio e trabalhadores especializados.

“Mato Grosso do Sul tem uma posição estratégica que poucos estados brasileiros possuem. Mas localização, sozinha, não produz desenvolvimento. Precisamos de estrada, logística, empresas, serviços e gente preparada para aproveitar as oportunidades que estão chegando”, avaliou Bernardo.

Dourados como polo logístico

A escolha de Dourados para a realização do encontro também reforça, segundo Bernardo, o potencial do município como polo regional de logística e negócios. A cidade é cortada pela BR-163 e está inserida em uma das principais regiões produtoras de Mato Grosso do Sul.

Para o empresário, fortalecer Dourados e outras cidades estratégicas do Estado pode contribuir para descentralizar o desenvolvimento econômico e fazer com que uma parcela maior da riqueza gerada permaneça nas próprias regiões produtoras.

“Não podemos pensar desenvolvimento apenas como produção. Precisamos olhar tudo o que existe ao redor dela: quem transporta, quem faz manutenção, quem fornece peças, quem presta serviço e quem trabalha nessas empresas. É assim que o dinheiro circula e o emprego fica aqui”, concluiu.

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