Candidatura foi oficializada durante convenção partidária em Campo Grande; empresário coloca desenvolvimento regional, Rota Bioceânica, saúde de fronteira e formação profissional entre as prioridades
Agora é oficial. Carlos Bernardo teve a candidatura a deputado federal por Mato Grosso do Sul oficializada durante a convenção da Federação União Progressista, realizada neste sábado, 1º de agosto, em Campo Grande. O encontro também confirmou a candidatura do governador Eduardo Riedel à reeleição, a permanência de Barbosinha como candidato a vice-governador, a candidatura do ex-governador Reinaldo Azambuja ao Senado e as chapas que disputarão vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.
Carlos Bernardo que está entre os nove nomes apresentados pela Federação União Progressista para a disputa federal participou do evento junto a um número expressivo de apoiadores. Ele classificou a convenção como uma celebração do processo democrático e afirmou que inicia oficialmente a campanha com confiança no trabalho construído nos últimos anos.
“Hoje estamos vivenciando um ato muito forte, uma festa da democracia. É uma convenção que reúne partidos aliados, lideranças e pessoas que acreditam em um projeto para Mato Grosso do Sul. Tenho certeza de que, desta vez, vamos chegar lá e fazer a diferença como deputado federal pelo nosso Estado”, declarou.
A candidatura consolida uma trajetória política iniciada em Ponta Porã e ampliada para diferentes regiões de Mato Grosso do Sul. Segundo Carlos, depois do resultado eleitoral de 2022, o trabalho de articulação passou a alcançar praticamente toda a faixa de fronteira, de Corumbá a Mundo Novo, além de Campo Grande e municípios do interior.
Nesse percurso, ele afirma ter construído propostas ligadas às demandas que ouviu de empresários, produtores rurais, trabalhadores, estudantes e famílias que vivem longe dos maiores centros.
“Nós fizemos um trabalho durante muitos anos em Ponta Porã e, depois de 2022, começamos a trabalhar não apenas na cidade, mas em toda a fronteira e em outras regiões do Estado. Hoje temos apoiadores em diversos municípios e pessoas que conhecem o nosso trabalho na educação, na geração de empregos e no desenvolvimento regional”, afirmou.
Desenvolvimento que chegue ao interior
Um dos principais pontos de convergência entre o projeto apresentado por Carlos Bernardo e os compromissos defendidos por Eduardo Riedel durante a convenção está na transformação do crescimento econômico em emprego, renda e oportunidades.
Riedel afirmou que pretende construir sua campanha em torno de um projeto de desenvolvimento para o Estado, com manutenção da capacidade de investimento público, atração de capital privado, geração de empregos e ampliação da formação técnica para os jovens. O governador também defendeu investimentos em rodovias, duplicações, conectividade e infraestrutura.
Carlos Bernardo pretende levar esses mesmos desafios para a esfera federal, atuando na destinação de recursos, na construção de leis e na articulação de Mato Grosso do Sul com ministérios, bancos públicos e organismos internacionais.
Sua proposta é incentivar a instalação de empresas e indústrias nas diferentes regiões do Estado, vinculando os benefícios concedidos à criação de empregos, à contratação de fornecedores locais e à qualificação profissional.
“Precisamos trabalhar firmemente para que Mato Grosso do Sul ofereça condições para a chegada de novas empresas. O investimento precisa trazer emprego para a nossa gente, movimentar o comércio, as transportadoras, as oficinas e os pequenos negócios de cada cidade”, defendeu.
A proposta apresentada pelo candidato parte do princípio de que Mato Grosso do Sul não deve apenas produzir matéria-prima, mas também transformar localmente a soja, o milho, a carne, o leite, os minerais e outros produtos. No Congresso, Carlos afirma que buscará recursos para polos agroindustriais regionais, infraestrutura logística, crédito e formação profissional.
Rota Bioceânica como caminho de oportunidades
A Rota Bioceânica ocupa posição central no projeto político de Carlos Bernardo. Para ele, o corredor internacional não pode funcionar apenas como um caminho mais rápido para retirar produtos de Mato Grosso do Sul e levá-los aos portos do Pacífico.
“A Rota Bioceânica precisa trazer oportunidades, não apenas acelerar a saída da nossa riqueza. Ela precisa gerar indústria, comércio, turismo, serviços e emprego nas cidades por onde passa”, afirmou.
A proposta é incentivar a implantação de áreas industriais, centros logísticos, estruturas aduaneiras, hotéis, restaurantes, oficinas e empresas de transporte ao longo do corredor. Carlos também pretende defender a criação de uma frente parlamentar da Rota Bioceânica para acompanhar obras, cobrar investimentos federais e integrar infraestrutura, fiscalização de fronteira e desenvolvimento econômico.
O projeto dialoga diretamente com a política de infraestrutura defendida por Riedel. Durante a convenção, o governador citou a continuidade da pavimentação das rodovias estaduais, as duplicações das BRs 163 e 060 e a ampliação da conectividade nos 79 municípios.
Para Carlos, o papel de um deputado federal será garantir que esse avanço estadual encontre respaldo no orçamento da União.
“Produzir bem e perder tempo na estrada é jogar competitividade fora. Mato Grosso do Sul tem uma localização privilegiada, mas precisamos transformar essa geografia em vantagem concreta para quem produz, trabalha e empreende”, disse.
Hospital binacional e educação perto de casa
Na área da saúde, Carlos Bernardo pretende defender a implantação de um hospital binacional de alta complexidade na região de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero. O projeto prevê cooperação entre Brasil, Paraguai e Itaipu para oferecer atendimento de urgência e emergência, internação, cirurgias e leitos de UTI à população fronteiriça.
A proposta busca reduzir os deslocamentos de pacientes graves para Dourados, Campo Grande e outros centros de referência, além de aliviar a pressão sobre hospitais que já atendem moradores de diferentes regiões do Estado.
“A saúde da fronteira precisa de uma resposta concreta. Defendemos um hospital binacional, construído em parceria entre Brasil e Paraguai, porque a emergência não pergunta de que lado da fronteira a pessoa mora”, afirmou.
Outro ponto destacado pelo candidato é a interiorização da educação profissional. Carlos defende que o jovem tenha acesso a cursos técnicos e superiores relacionados às oportunidades existentes em sua própria região.
“Nossas cidades menores estão desassistidas na educação. Os nossos jovens não podem precisar ir para outro Estado para se tornarem grandes profissionais. A formação precisa começar em casa, aqui em Mato Grosso do Sul”, declarou.
A proposta acompanha a prioridade apresentada por Riedel para ampliar o ensino técnico durante o ensino médio e aproximar a formação dos estudantes das necessidades do mercado de trabalho. Para Carlos, a união entre educação, infraestrutura e desenvolvimento econômico será essencial para evitar que os jovens deixem suas cidades por falta de oportunidade.
Ao defender a construção coletiva do projeto, Riedel afirmou durante a convenção que “ninguém faz nada sozinho”. Carlos Bernardo segue a mesma linha ao apresentar sua candidatura como uma ponte entre municípios, Governo do Estado, setor produtivo e Governo Federal.
“Vamos representar a fronteira, mas também todo Mato Grosso do Sul. Temos projetos, conhecemos os problemas e sabemos que o Estado vive um momento decisivo. Agora começa uma caminhada para transformar essas propostas em ações concretas para a nossa população”, concluiu.




