Home Bastidores “Rota Bioceânica pode transformar a fronteira, mas MS precisa deixar de ser corredor de passagem”, defende Carlos Bernardo

“Rota Bioceânica pode transformar a fronteira, mas MS precisa deixar de ser corredor de passagem”, defende Carlos Bernardo

por administrador
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Empresário da fronteira afirma que desenvolvimento depende da industrialização, atração de investimentos e qualificação da mão de obra para que a riqueza permaneça em Mato Grosso do Sul

A Rota Bioceânica representa uma das maiores oportunidades econômicas da história de Mato Grosso do Sul, mas o Estado corre o risco de se tornar apenas um corredor logístico caso não avance na industrialização e na atração de investimentos. O alerta é do empresário Carlos Bernardo, CEO do Monarca Group, que há anos atua na fronteira e defende projetos estruturantes voltados ao desenvolvimento regional.

Para Bernardo, o debate sobre a rota precisa ir além da construção da infraestrutura viária. Segundo ele, o verdadeiro desafio é garantir que a riqueza produzida no Estado gere emprego, renda e desenvolvimento para a população sul-mato-grossense.

“A pergunta que precisamos fazer é simples: essa riqueza vai ficar em Mato Grosso do Sul ou apenas passar por aqui? Hoje ela praticamente só atravessa o Estado. Produzimos muito, mas ainda vendemos matéria-prima. Quem industrializa e agrega valor fica com a maior parte da riqueza. Precisamos mudar essa realidade”, afirma.

Na avaliação do empresário, a vocação agropecuária de Mato Grosso do Sul precisa ser acompanhada por uma política permanente de incentivo à instalação de indústrias capazes de processar a produção local antes da exportação.

“Nós precisamos transformar aquilo que produzimos. Seja carne, grãos ou minérios, o produto precisa sair daqui industrializado. Quando exportamos apenas matéria-prima, estamos gerando empregos e riqueza em outros estados e até em outros países. É isso que precisa mudar”, destaca.

Outro ponto considerado estratégico pelo empresário é a formação de mão de obra qualificada. Segundo ele, o crescimento econômico provocado pela Rota Bioceânica só produzirá resultados concretos se houver profissionais preparados para ocupar as vagas que serão criadas.

“Hoje muitos dos melhores cargos acabam sendo ocupados por profissionais de fora porque ainda não formamos pessoas na quantidade necessária. Precisamos fortalecer escolas técnicas, universidades e centros de qualificação para que nossos jovens tenham oportunidades aqui e não precisem deixar o Estado em busca de emprego”, afirma.

Morador da fronteira e defensor de projetos voltados ao desenvolvimento regional, Carlos Bernardo ressalta que acompanha há anos as demandas da região e acredita que a Rota Bioceânica pode consolidar Mato Grosso do Sul como um novo eixo logístico e industrial da América do Sul.

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