Pré-candidato a deputado federal afirma que o piso nacional perdeu poder de compra, compara remuneração brasileira à do Paraguai e defende crédito rural mais barato, industrialização e incentivos
O empresário e pré-candidato a deputado federal por Mato Grosso do Sul, Carlos Bernardo, defendeu mudanças na política econômica brasileira durante entrevista concedida à Rádio JF FM. Entre os principais temas abordados estiveram o valor do salário mínimo, o acesso ao crédito para produtores rurais, a industrialização da produção agropecuária e medidas para ampliar a geração de empregos na região de fronteira.
Ao comentar o salário mínimo nacional, atualmente fixado em R$ 1.600, Carlos Bernardo afirmou que o valor já não acompanha o custo de vida da população. Segundo ele, o piso brasileiro está abaixo do praticado em países vizinhos, como o Paraguai, e perdeu capacidade de garantir o sustento básico das famílias.
“O nosso salário mínimo é vergonhoso e os nossos políticos não estão nem aí. Ninguém fala nada, tanto da direita quanto da esquerda”, afirmou.
Para sustentar sua avaliação, Bernardo citou o aumento dos preços de produtos essenciais, como alimentos e vestuário, argumentando que a renda atual é insuficiente para atender às necessidades básicas dos trabalhadores.
Na avaliação do pré-candidato, a valorização do salário mínimo também pode contribuir para o fortalecimento da economia. Segundo ele, trabalhadores com maior poder de compra movimentam o comércio, aumentam o consumo e estimulam novos investimentos, criando um ambiente mais favorável à geração de empregos.
Outro ponto defendido por Carlos Bernardo foi a ampliação do crédito para pequenos e médios produtores rurais. Ele criticou as taxas de juros praticadas no Brasil, que classificou como elevadas, e comparou o cenário nacional ao do Paraguai, onde, segundo afirmou, os financiamentos rurais possuem custos menores.
Bernardo também defendeu linhas de crédito mais acessíveis, com menos exigências de garantias patrimoniais, permitindo que produtores invistam na produção e ampliem sua capacidade de gerar renda.
Durante a entrevista, o empresário voltou a defender a industrialização da cadeia agropecuária como estratégia para agregar valor à produção brasileira. Para ele, o país precisa ampliar o processamento de produtos como carne, soja e milho antes da exportação, gerando mais empregos e fortalecendo a economia nacional.
Entre as propostas apresentadas, Carlos Bernardo também sugeriu a criação de zonas francas em municípios da fronteira entre Brasil e Paraguai para atrair indústrias, montadoras e fabricantes de máquinas agrícolas, aproveitando as oportunidades econômicas ligadas à futura Rota Bioceânica.
O pré-candidato ainda manifestou apoio à adoção da jornada semanal de cinco dias de trabalho, com atividades aos sábados somente mediante pagamento de horas extras. Na área tributária, defendeu aumento da carga de impostos sobre as apostas esportivas on-line, conhecidas como bets, e afirmou que esses recursos poderiam ser destinados a investimentos voltados ao desenvolvimento econômico e à geração de empregos.
