O CEO do Monarca Group, Carlos Bernardo, se reuniu com o dentista e empresário Bruno Machado, da BKM Clínica Odontológica, para discutir a construção de uma parceria voltada à saúde, inovação tecnológica e ampliação do atendimento à população, especialmente, na região de fronteira.
A reunião abriu caminho para uma possível cooperação entre as iniciativas defendidas por Carlos Bernardo, entre elas o projeto do Hospital Binacional, e o trabalho desenvolvido por Bruno Machado na área da saúde. Além de atuar na odontologia, Bruno também desenvolve projetos ligados ao monitoramento de doenças crônicas, tecnologia aplicada ao cuidado médico e atendimento social.
Durante a conversa, Carlos Bernardo destacou que a saúde é uma das áreas mais sensíveis para a população e que soluções inovadoras podem ajudar a enfrentar problemas históricos, como filas de espera, demora por vagas hospitalares, dificuldade de acesso a especialistas e necessidade de atendimento mais rápido, especialmente em cidades de fronteira.
“A fronteira precisa de soluções modernas, humanas e eficientes. Quando a gente fala em saúde, fala de vida, de dignidade e de acesso. O projeto do Hospital Binacional nasce justamente dessa visão: unir educação, assistência e tecnologia para atender melhor quem mais precisa”, afirmou Carlos Bernardo.
Bruno Machado apresentou durante a reunião uma tecnologia voltada ao monitoramento de doenças crônicas. O sistema, desenvolvido com base em inteligência artificial, utiliza uma pulseira projetada para acompanhar sinais de saúde dos pacientes. A proposta não é substituir o diagnóstico médico, mas identificar alterações, emitir alertas e orientar o paciente a procurar atendimento.
Segundo Bruno, a ferramenta pode ser integrada à telemedicina e utilizar geolocalização para indicar a unidade de saúde mais próxima, seja uma UBS, hospital ou serviço vinculado ao plano de saúde do paciente. A tecnologia também foi pensada para alcançar escala internacional, com funcionamento em dez idiomas, entre eles português, espanhol, inglês e mandarim.
“O objetivo é usar a tecnologia para cuidar das pessoas antes que o problema se agrave. Não se trata de trocar o médico por uma máquina, mas de oferecer informação, monitoramento e agilidade para que o paciente chegue ao atendimento certo no momento certo”, explicou Bruno Machado.
Outro ponto discutido foi o uso do metaverso na educação médica. Bruno apresentou a possibilidade de aulas imersivas, com uso de óculos de realidade virtual, permitindo que alunos de diferentes partes do mundo participem de uma mesma experiência educacional, interajam com professores e colegas e tenham acesso a tradução em tempo real.
Para Carlos Bernardo, que atua diretamente na área da educação superior e mantém ligação com a formação de estudantes de medicina, a integração entre tecnologia e ensino pode ampliar a qualidade da formação profissional e aproximar ainda mais os alunos da realidade prática da saúde.
A aproximação entre os empresários reforça uma agenda comum voltada à inovação e ao acesso à saúde, unindo tecnologia, educação e assistência para reduzir gargalos do sistema de saúde e oferecer novas respostas para a população da fronteira.
