Após cerca de dois anos de debates internos, o Paraguai oficializou a regulamentação do regime de maquila ampliado, agora incluindo o setor de serviços. A medida, sancionada pelo presidente Santiago Peña, marca uma mudança estratégica na política econômica do país, com foco em atrair empresas estrangeiras, gerar empregos e diversificar as exportações.
Após cerca de dois anos de debates internos, o governo do Paraguai oficializou a regulamentação do regime de maquila ampliado, agora incluindo empresas de serviços. A medida, sancionada pelo presidente Santiago Peña nesta segunda-feira (6), busca atrair investimentos estrangeiros, gerar empregos e diversificar a economia do país.
A nova regra, estabelecida pela Lei nº 7.547/2025, moderniza o modelo que já era utilizado principalmente pela indústria. A principal mudança é a inclusão formal de empresas de tecnologia, call centers, processamento de dados e serviços administrativos, que passam a operar com carga tributária reduzida e direito à devolução de 0,5% do crédito do IVA.
O que muda na prática
Com a regulamentação, o Paraguai amplia o alcance do regime de maquila, antes concentrado na produção de bens físicos. Agora, empresas de serviços voltadas à exportação podem se instalar no país com incentivos fiscais e menor custo operacional.
Outra mudança importante é na governança do setor. O governo incluiu novos órgãos no Conselho Nacional da Indústria Maquiladora de Exportação, como a Direção Nacional de Receitas Tributárias e o Ministério do Trabalho. A ideia é equilibrar a política de incentivos com a geração de empregos formais.
Além disso, o pacote prevê simplificação de processos e uso de ferramentas digitais para acelerar a abertura de empresas.
Estratégia para atrair investimentos
A aposta do governo paraguaio é clara: reduzir a carga tributária para atrair um maior número de कंपनhias estrangeiras. A lógica é compensar a menor arrecadação por empresa com o aumento do volume de investimentos e empregos.
Segundo Peña, o foco é estimular a criação de vagas com qualidade e salários competitivos. O governo também destaca que fatores como estabilidade econômica e qualificação da mão de obra são essenciais para o sucesso da estratégia.
Impacto esperado
Atualmente, o setor de serviços maquiladores emprega cerca de 4 mil pessoas no país. A expectativa é que esse número cresça significativamente com as novas regras.
O governo espera ainda aumentar as exportações com maior valor agregado, diversificar mercados e fortalecer a balança comercial. A inclusão de serviços no regime é vista como uma vantagem estratégica, já que esse tipo de atividade exige menor investimento inicial e pode gerar empregos mais rapidamente.
Com a medida, o Paraguai tenta se posicionar como um polo regional de serviços, entrando na disputa com países como Colômbia e Costa Rica, que já se destacam nesse segmento.
