Home Agronegócio Crédito rural em MS movimenta R$ 1,1 bilhão em março e indica postura cautelosa no campo

Crédito rural em MS movimenta R$ 1,1 bilhão em março e indica postura cautelosa no campo

por Alexandro Zinho
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Produtores priorizam custeio da safra e reduzem investimentos diante do alto custo do crédito

O crédito rural em Mato Grosso do Sul alcançou R$ 1,1 bilhão em março de 2026, conforme dados do Boletim de Crédito Rural da Aprosoja/MS, elaborado com base em informações do Banco Central. O volume representa retração de 7% em relação ao mesmo período do ano passado, mas aponta recuperação frente a fevereiro, com crescimento expressivo de 72%.

A maior parte dos recursos liberados no período foi destinada ao custeio da produção, que concentrou 59% das operações. O cenário reforça a estratégia do produtor rural em assegurar a continuidade da safra, com foco no financiamento de despesas essenciais como compra de insumos, plantio e manejo das lavouras.

Outras modalidades de crédito tiveram menor participação no mês. A industrialização respondeu por 20% do total liberado, seguida pelos investimentos, com 14%, e pela comercialização, que representou 7% das operações no estado.

No acumulado da safra 2025/2026, entre julho e março, o crédito rural já soma R$ 11 bilhões em Mato Grosso do Sul. Desse montante, R$ 6,9 bilhões foram direcionados à agricultura, enquanto R$ 4,1 bilhões atenderam a atividade pecuária, evidenciando a relevância das duas frentes para a economia estadual.

O levantamento também aponta que grande parte dos financiamentos vem sendo contratada fora das linhas subsidiadas do Plano Safra, o que implica maior exposição dos produtores às taxas de mercado. Esse cenário tem influenciado diretamente o comportamento no campo, exigindo maior cautela na tomada de crédito.

Segundo análise da Aprosoja/MS, o momento é de prudência. Mesmo com a leve redução da taxa básica de juros, a Selic, o custo do financiamento ainda é considerado elevado, o que leva muitos produtores a adiarem projetos de expansão e modernização das propriedades.

A concentração dos recursos no custeio reforça essa tendência, indicando que o foco está na manutenção da produção, enquanto investimentos estruturais seguem em ritmo mais lento. Diante disso, especialistas destacam a importância de uma gestão financeira eficiente, com controle rigoroso de custos e planejamento estratégico para aproveitar oportunidades de mercado com maior segurança.

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