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Etanol mantém trajetória de queda e fecha fevereiro em baixa nos principais indicadores

por administrador
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Mercado segue pressionado por menor demanda e oferta elevada; hidratado e anidro recuam na semana, segundo dados do Cepea/Esalq

Preços do etanol seguem em queda no mercado paulista

Os preços do etanol encerraram a última semana de fevereiro em queda, prolongando o movimento de desvalorização observado ao longo do mês. De acordo com dados do Cepea/Esalq-USP, entre os dias 23 e 27 de fevereiro, tanto o etanol hidratado quanto o anidro registraram retrações significativas nos preços praticados no mercado paulista.

O etanol hidratado, utilizado diretamente como combustível nos veículos, foi negociado a uma média de R$ 2,8462 por litro, representando uma queda de 3,33% em relação à semana anterior. Já o etanol anidro, misturado à gasolina, teve recuo de 3,84%, com cotação média de R$ 3,2256 por litro.

Indicador Diário Paulínia mostra leve recuperação, mas mantém perdas no mês

No fechamento da sexta-feira (27), o Indicador Diário Paulínia (SP) apresentou uma leve alta de 0,56%, com o etanol hidratado cotado a R$ 2.970,50 por metro cúbico. Apesar do avanço pontual, o movimento não foi suficiente para compensar as perdas acumuladas ao longo de fevereiro.

Com o resultado, o etanol acumula recuo de aproximadamente 6% no mês, refletindo um cenário de pressão nos preços e baixa liquidez nas negociações entre usinas e distribuidoras.

Demanda mais fraca e estoques em alta pressionam o setor

Analistas apontam que o enfraquecimento dos preços do etanol está ligado a uma combinação de fatores, incluindo a menor demanda interna, especialmente em um período de maior competitividade com a gasolina, e a oferta ainda elevada nas principais regiões produtoras.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) também tem indicado redução nas vendas de etanol hidratado nos postos, reforçando a tendência de ajuste negativo no curto prazo.

Perspectivas para o mercado de etanol em março

Com o encerramento da entressafra e a retomada gradual da moagem da nova safra de cana-de-açúcar nas regiões Centro-Sul, o mercado pode manter pressão de baixa sobre os preços nas próximas semanas.

Segundo analistas de mercado, a recuperação do etanol dependerá do comportamento da demanda doméstica e da competitividade frente à gasolina, cujo preço tem se mantido estável nas refinarias. A expectativa é de que o mercado continue volátil e dependente do ritmo de produção e consumo interno.

Fonte: Portal do Agronegócio

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