Home Bastidores Enamed 2025 expõe fragilidades no ensino médico privado no Brasil

Enamed 2025 expõe fragilidades no ensino médico privado no Brasil

por Alexandro Zinho
Compartilhe

Desempenho insatisfatório reacende debate sobre qualidade do ensino no Brasil, enquanto universidade no Paraguai destaca aprovação no Revalida e mensalidades mais acessíveis

Quatro a cada dez estudantes de medicina matriculados em instituições privadas com fins lucrativos no Brasil não atingiram a nota mínima exigida no Enamed 2025 (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica). O resultado coloca esse grupo entre os piores desempenhos da avaliação, ao lado das instituições especiais, de economia mista, e das universidades municipais.

Ao todo, 351 cursos de medicina foram avaliados pelo MEC (Ministério da Educação). Desse universo, cerca de 30% ficaram na faixa considerada insatisfatória, com níveis de proficiência abaixo do esperado. Os dados reforçam a preocupação do governo federal com a qualidade da formação médica oferecida no país.

Como consequência, 54 cursos de medicina deverão sofrer sanções, incluindo a redução do número de vagas e a suspensão temporária da entrada de novos alunos, até a divulgação dos resultados da próxima edição do Enamed. As instituições que obtiveram notas nas faixas 1 e 2 — abaixo de 60% de proficiência — terão prazo de um mês para apresentar recurso ao MEC.

Segundo o ministério, cerca de 89 mil candidatos participaram da prova, entre concluintes do curso de medicina e médicos já formados que buscam acesso à residência médica. Para o ministro da Educação, Camilo Santana, os números são preocupantes. “Não é razoável que um aluno pague mensalidades acima de R$ 10 mil em um curso que apresenta desempenho deficitário”, afirmou. O ministro também rebateu a alegação de algumas instituições privadas de que o baixo resultado se deve à falta de interesse dos estudantes no exame.

Destaque no Paraguai

Enquanto o desempenho de parte do ensino médico brasileiro é questionado, instituições no exterior ganham visibilidade entre estudantes brasileiros. No Paraguai, a Universidade Central do Paraguai (UCP), campus de Pedro Juan Caballero, aprovou somente em 2025 mais de 220 médicos formados pela instituição no Revalida, exame que valida diplomas estrangeiros no Brasil.

Aliada à Universidade Interamericana, a UCP-PJC afirma oferecer uma das estruturas de ensino mais completas da América do Sul, combinando formação acadêmica sólida e custos mais acessíveis. “Proporcionamos ensino de qualidade, com investimento bem abaixo do praticado no Brasil. Nossa estrutura é de alta performance desde o primeiro dia de aula até a formatura”, destaca Carlos Bernardo, CEO da UCP-PJC e da Universidade Interamericana.

De acordo com a instituição, o valor reduzido das mensalidades, aliado à infraestrutura e ao corpo docente, tem atraído estudantes que buscam uma formação médica de alto nível sem os custos elevados cobrados no mercado brasileiro.

Compartilhe

Esse site usa cookies para melhorar sua experiência. Nós assumimos que você ta ok com isso, porém você também não aceitar. Eu aceito. Não aceito.

Olá, como posso te ajudar?