Boas práticas no corte, compactação e armazenamento são decisivas para manter o valor nutricional do volumoso e evitar perdas econômicas
A silagem continua sendo uma das bases da alimentação bovina no Brasil, fundamental tanto para a produção de leite quanto para o ganho de peso em gado de corte. A qualidade desse volumoso depende diretamente do manejo adotado desde a colheita até o armazenamento, influenciando a digestibilidade, o desempenho animal e a rentabilidade da propriedade.
Segundo o zootecnista Kaio Souza Gomes, da Auster Nutrição Animal, uma forragem bem elaborada é determinante para a eficiência produtiva.
“Uma silagem de qualidade apresenta alta concentração de energia metabolizável, fração proteica adequada, fibra efetiva e estabilidade fermentativa, garantindo melhor conversão alimentar e desempenho zootécnico”, explica o especialista.
Cuidados fundamentais: do corte ao silo
A produção de uma silagem nutritiva e estável requer atenção a todas as etapas de manejo:
- Colheita no ponto ideal – o corte deve ocorrer no estágio correto de maturação da planta, preservando o máximo de nutrientes;
- Picagem adequada – partículas entre 8 e 15 milímetros favorecem a compactação e a fermentação;
- Compactação e fermentação – a densidade correta e o uso de aditivos inibidores de bactérias reduzem perdas e garantem conservação;
- Vedação e manejo diário – o silo deve permanecer bem fechado, com monitoramento contínuo da fermentação e do consumo.
De acordo com Gomes, o monitoramento constante é essencial para manter o alto valor energético e a palatabilidade do alimento oferecido ao rebanho.
Consequências de um manejo inadequado
Silagens mal conservadas podem apresentar odor e sabor alterados, sendo rejeitadas pelos animais. Além disso, a proliferação de fungos, clostrídios e bactérias butíricas compromete o valor nutricional e pode gerar toxinas prejudiciais à saúde bovina, resultando em:
- Redução da imunidade;
- Maior suscetibilidade a infecções;
- Impactos negativos na fertilidade.
“As perdas de matéria seca em silagens deterioradas podem chegar a 30%, reduzindo a disponibilidade de alimento e sua concentração de nutrientes, o que afeta diretamente a produção de leite e o ganho de peso”, alerta o zootecnista.
Aditivos garantem desempenho e segurança nutricional
Para minimizar os riscos e manter a eficiência produtiva, Gomes recomenda o uso de aditivos nutricionais específicos, como:
- Adsorventes de micotoxinas, que bloqueiam substâncias tóxicas produzidas por fungos;
- Leveduras em premixes minerais, que auxiliam na digestão e fortalecem o sistema imunológico dos animais.
Essas soluções ajudam a preservar a saúde do rebanho, manter o consumo de forragem e evitar prejuízos decorrentes da deterioração da silagem.
Auster Nutrição Animal: tecnologia e confiança no campo
Com atuação em todo o território nacional, a Auster Nutrição Animal, empresa 100% brasileira, desenvolve premixes, aditivos e soluções nutricionais voltadas à produtividade e ao bem-estar animal. Seus produtos oferecem suporte técnico e qualidade comprovada, contribuindo para uma pecuária mais eficiente, segura e sustentável.
Fonte: Portal do Agronegócio
