O deputado João Henrique (PL) colocou fogo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) nesta terça-feira (30) ao propor uma CPI para investigar a Cassems, entidade que gerencia o plano de saúde de milhares de servidores estaduais. Segundo o parlamentar, a instituição opera como uma “caixa-preta”, com recursos públicos e descontos diretos na folha, mas sem transparência nem alternância de comando.
“O dinheiro do servidor deve ser administrado com lisura. O problema não é inadimplência, é falta de transparência e permanência de um mesmo grupo no poder”, disparou João Henrique.
Médicos e servidores reclamam de atrasos
Denúncias recebidas pelo deputado incluem atrasos de pagamentos a anestesiologistas e outros prestadores, descredenciamento de médicos e migração de servidores para outros planos diante da insatisfação.
“Não é questão de inadimplência, é questão de governança. A Cassems precisa de alternância no comando”, reforçou.
Defensores da Cassems reagem
A proposta de CPI dividiu o plenário:
- Pedro Kemp (PT): afirmou que sua irmã recebeu atendimento emergencial de excelência.
- Gerson Claro (PP): destacou recuperação da mãe após 45 dias em UTI.
- Neno Razuk (PL): elogiou internação recente.
- Pedrossian Neto (PSD): citou pesquisa com mais de 80% de aprovação entre beneficiários.
Apesar dos elogios, o clima é de tensão: a discussão sobre a governança e o uso de recursos públicos reacende embates históricos na Alems.
CPI à vista: o que pode vir à tona
Se aprovada, a comissão investigativa poderá analisar contratos, fluxo de repasses e práticas de gestão, revelando irregularidades e questionando a permanência de grupos no comando da entidade.
O debate promete reestruturar o panorama político em torno da Cassems, pressionando a entidade e o Legislativo a prestar contas à sociedade.
(Foto: Luciana Nassar)
