Home Agronegócio MS promove avanços na redução de emissões de carbono através de ações e incentivos direcionados aos produtores rurais.

MS promove avanços na redução de emissões de carbono através de ações e incentivos direcionados aos produtores rurais.

por Alexandro Zinho
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A combinação de tecnologia, práticas sustentáveis e apoio técnico fortalece o papel do campo na pauta climática, orientando o caminho para a neutralidade até 2030.

Mato Grosso do Sul comprometeu-se a atingir a meta de se tornar um estado neutro em carbono até 2030. Essa meta, estabelecida pelo governo estadual, se transforma em oportunidades concretas no setor agrícola, onde o agronegócio sul-mato-grossense já é reconhecido por suas práticas de baixo impacto ambiental e desempenha papel fundamental na transição para uma economia mais sustentável.

Segundo Ana Beatriz, consultora técnica da Famasul, a agricultura de baixo carbono já está em expansão, integrando conservação ambiental, aumento da eficiência produtiva, viabilidade econômica e responsabilidade social.

MS conta com um portfólio robusto de medidas voltadas à agricultura de baixa emissão e é considerado referência nacional nesse tema. O estado lidera uma área significativa com a prática de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, totalizando mais de 3 milhões de hectares. “Destaque também para ações como recuperação de pastagens degradadas, reflorestamento com florestas plantadas e uso crescente de tecnologias sustentáveis como bioinsumos, fixação biológica do nitrogênio e sistemas irrigados”, acrescenta Ana Beatriz.

Além da adoção dessas tecnologias produtivas, a área destinada à preservação da vegetação nativa dentro das propriedades privadas no estado, equivale a cerca de 35% do território de Mato Grosso do Sul, segundo dados do Cadastro Ambiental Rural — um indicativo claro do compromisso do setor com a sustentabilidade.

No panorama da preservação ambiental, o Pantanal se destaca por manter cerca de 87% de seu bioma em estado natural, apresentando a menor perda relativa de cobertura vegetal entre todos os biomas brasileiros no período de 2000 a 2018. Iniciativas como o PSA Pantanal, por meio do subprograma “Conservação e Valorização da Biodiversidade”, remuneram produtores pela vegetação nativa excedente em suas propriedades, valorizando a conservação e reconhecendo o papel estratégico da produção sustentável para o cumprimento das metas de carbono neutro estabelecidas pelo Estado.

A adesão do produtor rural sul-mato-grossense às práticas sustentáveis já é uma realidade e tem atingido outros patamares, impulsionada não apenas por exigências legais, mas por oportunidades de mercado, acesso ao crédito, eficiência produtiva e capacitação técnica.

“Mais do que uma questão econômica, a agricultura de baixo carbono é um compromisso com a conservação ambiental, que também envolve inclusão social e rentabilidade”, reforça a consultora da Famasul.

O protagonismo da agropecuária na mitigação climática vai além do plano estadual. Durante a COP28, a agricultura foi oficialmente reconhecida como parte da solução para as mudanças climáticas e considerada um dos temas mais relevantes da Declaração de Sistemas Alimentares. Já na COP29, foi formalizado um acordo para a criação de um mercado mundial de créditos de carbono.

Esses avanços abrem novas oportunidades econômicas para o produtor brasileiro e Mato Grosso do Sul já está se preparando para esse cenário, com políticas públicas alinhadas e iniciativas planejadas a longo prazo.

O Sistema Famasul tem atuado diretamente para apoiar o produtor nesse processo de transição. Em parceria com a Biosul, a campanha “Movido pelo Agro – Etanol” incentiva o uso do biocombustível como alternativa de menor emissão. Na primeira edição, foram abastecidos mais de 91 mil litros de etanol, evitando a emissão de mais de 90 toneladas de CO₂.

Outra frente importante é o projeto “Carbono ATeG”, iniciado pelo Senar/MS, que começou a mensurar as emissões de gases de efeito estufa em propriedades rurais. A primeira etapa incluiu 30 propriedades, e os resultados devem embasar ações futuras mais assertivas e personalizadas.

Com metas claras, políticas públicas robustas e o engajamento crescente dos produtores rurais, Mato Grosso do Sul está se posicionando como referência nacional no avanço rumo ao carbono neutro. O agro já está entregando resultados e tem grande potencial para continuar liderando esse processo com base em ciência, inovação e responsabilidade.

Com informações: Assessoria de imprensa do Sistema Famasul

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