Home Bastidores O Partido dos Trabalhadores (PT) assinou um acordo de cooperação com o Partido Comunista de Cuba

O Partido dos Trabalhadores (PT) assinou um acordo de cooperação com o Partido Comunista de Cuba

por Alexandro Zinho
Compartilhe

Gleisi diz buscar meios para Brasil ajudar o país.

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, que também é deputada federal, visitou Cuba na última quinta-feira (28) e formalizou um pacto de colaboração e intercâmbio com o Partido Comunista cubano. Esse acordo é semelhante ao que o PT havia assinado em setembro do ano anterior com o Partido Comunista da China. O objetivo desse tratado é fortalecer os laços entre as duas organizações e promover a troca de experiências, de acordo com o PT.

A visita de Gleisi à ilha caribenha aconteceu na mesma semana em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, pela primeira vez durante seu mandato, um governo de esquerda autoritário. Na quinta-feira passada, Lula fez críticas públicas ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, com quem tem uma aliança de longa data, devido ao veto de seu governo à candidatura de María Corina Machado, que havia vencido as primárias organizadas pela oposição. O líder petista afirmou que é “grave que a candidata não possa ter sido registrada, porque ela não foi proibida pela Justiça”.

Durante sua visita ao país caribenho, Gleisi teve a oportunidade de se reunir com o presidente Miguel Diáz-Canel. No encontro, também estava presente o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). A líder do PT compartilhou em suas redes sociais que durante a reunião manifestou ao líder cubano o interesse do Brasil em dialogar e auxiliar Cuba diante do bloqueio que o país enfrenta.

Segundo Gleisi, Diáz-Canel ressaltou a qualidade das relações entre as duas organizações políticas e a necessidade de fortalecê-las. O presidente cubano e primeiro secretário do Partido Comunista ainda teria expressado sua gratidão, de acordo com a presidente do PT, pelo apoio de Lula ao povo cubano por meio de parcerias para enfrentar o embargo dos Estados Unidos.

Cuba enfrenta atualmente uma grave crise econômica, uma das piores de sua história. A situação na ilha tem se deteriorado significativamente, com especialistas fazendo comparações com o período especial, quando a economia cubana sofreu uma recessão severa após a dissolução de seu principal parceiro econômico e político, a União Soviética.

Recentemente, centenas de cubanos foram às ruas de Santiago, uma cidade localizada a 800 quilômetros da capital Havana, para protestar contra os constantes cortes de energia elétrica e a escassez de alimentos. O governo de Cuba culpou os Estados Unidos pela situação econômica na ilha e convocou um representante da embaixada americana para consultas no dia 18 deste mês.

Em setembro do ano passado, Lula viajou para Cuba para participar da cúpula do G-77 + China, que reúne países em desenvolvimento. Durante o evento, o presidente brasileiro criticou o bloqueio dos Estados Unidos ao país, classificando-o como “ilegal”.

Lula ressaltou o papel de Cuba na defesa de uma governança global mais justa e destacou que o país ainda é alvo de um embargo econômico injusto. O presidente brasileiro afirmou a oposição do Brasil a qualquer medida coercitiva unilateral e rejeitou a inclusão de Cuba na lista de Estados apoiadores do terrorismo.

Em novembro de 2023, o governo Lula se posicionou contra o embargo dos Estados Unidos em relação a Cuba durante uma votação na Assembleia Geral da ONU. Os cubanos sofrem sanções dos EUA desde o início da Revolução Socialista, devido à expropriação de empresas americanas sem compensação, entre outras razões.

Com informações: AE

Compartilhe

Esse site usa cookies para melhorar sua experiência. Nós assumimos que você ta ok com isso, porém você também não aceitar. Eu aceito. Não aceito.

Olá, como posso te ajudar?